Já a badalhoca
se diz baronesa
(lá por parecer foca),
não o será, com certeza
que a Nobreza não toca
em gente de tal vileza.
De língua, espada,
mas desde já aviso:
mesmo muito afiada,
e de crocodilo sorriso,
tua espada vale nada
ante a força de meu siso.
No tempo em que os animais falavam
e as galinhas tinham dentes,
bichos como tu grasnavam,
e eram mais inteligentes
os peidos que davam
que as palavras que mentes
Pura pérola da flor d'esgoto,
rez sarnosa e defecável,
pior que uma infecção no escroto.
És a besta irrazoável,
o animal mais roto,
perfeitamente dispensável.
Não és, senão, megera,
porca contaminada,
com a mania que és bera,
de razão obstipada.
Adianto, de forma vera,
que não prestas para nada!
E tens-te da verdade dona
destroço esboçado de merda
retrato perfeito de bardajona
não te ver, não é perda
vai mas é apanhar na sanfona!
Arre mula, estrada fora,
por caminhos que ninguém viu,
vai andando, sem demora
faça calor ou faça frio
pode ir indo, já agora,
para a puta que a pariu!
sexta-feira, 22 de fevereiro de 2013
segunda-feira, 11 de fevereiro de 2013
Elevador Aleatório
Era um elevador
aleatório.
Mais parecia motor
de suspensório.
Não lhe interessa
para onde queres ir
se tens pressa
para entrar ou saír
o botão que carregas
teu destino, ou caminho
para ele são bodegas
dá para rir um bocadinho
Ele só pára quando quer
no piso que entender.
Entra quem quiser,
mas sai sem preceber
E nem sempre é líquido,
e pouco se faz por compreender
não tem pendor límpido
que te possas aperceber.
Podes apontar para o sexto
E umas vezes ires parar ao terceiro
como ficares pelo qurto, ou, sem pretexto
ficares fechado o dia inteiro.
À vizinha do quarto
deixa-a bem trancada no segundo
e, se de brincar fica farto
vai sem parar até ao fundo
De luzes acesas e espelho impecável
por vezes sobe e desce
de modo imparável
como quem cresce
E tentares descortinar a última razão
para tão estranho episódio
reconhecerás com estupefacção
serás colocado no pódio
No anúncio, pode-se ler,
em letras cuidadosamente desenhadas
em letras de igual forma e côr
se quiser subir e descer
utilize as escadas
que não há ascensor
aleatório.
Mais parecia motor
de suspensório.
Não lhe interessa
para onde queres ir
se tens pressa
para entrar ou saír
o botão que carregas
teu destino, ou caminho
para ele são bodegas
dá para rir um bocadinho
Ele só pára quando quer
no piso que entender.
Entra quem quiser,
mas sai sem preceber
E nem sempre é líquido,
e pouco se faz por compreender
não tem pendor límpido
que te possas aperceber.
Podes apontar para o sexto
E umas vezes ires parar ao terceiro
como ficares pelo qurto, ou, sem pretexto
ficares fechado o dia inteiro.
À vizinha do quarto
deixa-a bem trancada no segundo
e, se de brincar fica farto
vai sem parar até ao fundo
De luzes acesas e espelho impecável
por vezes sobe e desce
de modo imparável
como quem cresce
E tentares descortinar a última razão
para tão estranho episódio
reconhecerás com estupefacção
serás colocado no pódio
No anúncio, pode-se ler,
em letras cuidadosamente desenhadas
em letras de igual forma e côr
se quiser subir e descer
utilize as escadas
que não há ascensor
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