Estive a pensar nas coisas que poderão fazer falta aos contendedores eleitorais e aqui transcrevo, em breve resumo, à laia de lista de compras, aquilo que, de facto, os candidatos necessitarão quer ganhem ou percam esta já tão próxima data decisiva.
Antes de tudo o mais irei oferecer ao vencedor uma palhinha, de côr conivente com a individualidade cromática de cada um dos partidos com assento parlamentar (rosa, vermelha, laranja ou azul e amarela). Para quê? Perguntarão vós...: Para que nos suguem sim, mas devegarinho. Porque, suponhamos que se engasgam.... sim, engasgam-se com a sorvidão do poder e morrem-se-me, diluídos no próprio vómito e verborreia similar, teríamos de voltar a fazer campanha (e com o teor medíocre que a presente está a ter, poupem os nossos bolsos a tanta vergonha, por favor, e sejam comedidos a vampirizar-nos, OK?)
Adiantado o brinde do vencedor, de seguida enunciarei as restantes ofertas, todas inferiores ao valor determinado pela Lei a partir do qual se considera prémio à corrupção, que algumas pessoas conhecerão como o termo de Bónus sobre o desempenho. Eu, que sou um indivíduo limpinho, não me posso misturar com certas sumidades públicas com o inconveniente de «o podre é podre nos homens normais, está a tentar dar cabo de mim...»
José Sócrates, que não queres que te saibam o último nome e esse sempre te empresta uma aura de génio que faz sombra a muito pensador, pena que tu, em si, não. Um belo e rosa par de patins é o brinde que tantos te querem dar, imagina lá para quê, hã? Tens quilómetros e quilómetros de autoestrada para ires de jogging daqui para fora e as rodas são para chegares mais rápido ao ponto mais longínquo que alcances, partindo daqui. Como bónus, um livrinho de discursos, que isto de andar a correr o país em almoços e jantares e dizer sempre as mesmas coisas às pessoas (que ouvirem isso mesmo, ainda ontem, entre duas garfadas de Dobrada, no canal televisivo de sua eleição).
Pedro Passos Coelho: Ora aí está outro que, pelo nome, podia correr com o indivíduo acima citado, sai novo par de patins para a mesa três. A este senhor também lhe posso dar (com) uma enxada, perdão... uma enxada mas, tem toda a pinta de não saber bem por que lado é que se lhe pega, ai que faz calo...ser senhor que tout va bien quand tout va bien, e se a coisa dá para o torto, cedo pode estar num cargo diplomático na Comissão Europeia, nem que seja como Secretário Geral para o apoio aos troca-tintas e àqueles que, como eu, têm sempre qualquer coisa a dizer, mesmo que não seja nada decente. Até porque conseguiu dar o kick de abertura a dois movimentos «sociais» entre muitas aspas, que entre verborreias fascizantes e balelas institucionais, mais valia irem mergulhar de cabeça na praia de Pedrouços na maré baixa.
Denota-se aqui o consumo exagerado de postas de pescada, com cagança e sem verguenza.
Paulo Portas, bem sei que a conversa dos submarinos já cansa (eu sempre preferi Tangos, que eram mais doces), mas foste tu que os pediste e o da primeira alínea, imagine-se, diz que foi ele que os pagou (era, era, com o nosso financiamento...), como bem o desdisse na altura certa: «Foi o povo português», e não é que foi mesmo? Alugava-te 1m quadrado no Relógio e punha-te em lista de espera para o RSI, para ver como é que o amigo comprava aqueles fatinhos janotas e conseguia andar assim bem branqueado bucalmente e exibindo um bronzeado com valor acrescentado, feito em algum offshore. Essa é que era essa.
Agora para quem fica sempre fora da festa:
O Jerónimo uma boina, um megafone e uma guitarra para que vejam nele o Homem da Luta que é. Há que fazer um ligeiro upgrade discursal, que já é tempo de se ouvirmos outras equações.
Ao Francisco Louçã dava-lhe um conjunto de mesa para que possa partir a loiça toda, como os gregos, afinal, porque, coitado, veio parar a um país que a gente esvazia os bolsos para que não tenham muito trabalho a roubar-nos. E isto para quem luta por uma revolução, é muito mais difícil.
Caso algum dos mencionados recusar o presente, não podemos deixar, até porque eles também nos dão coisas inúteis ou merdas sem qualquer jeito e nunca somos tidos nem achados no meio de tudo isso... a não ser quando chega a hora de pagar a conta
terça-feira, 31 de maio de 2011
quinta-feira, 26 de maio de 2011
Retalhos avulsos numa manhã entremeada de azul
Nada Visível e transparente, tacteável e imaterial. Nulo e completo, real e irreal…Decerto que vivo. Leva-nos, Sophia, ao trilho da certa e ansiada Evolução Através da tua Suprema doação...A percorrer entrelinhas o sonho pela pena...E, decerto, a melhor pessoa para se estar enquanto se assiste ao Apocalipse. Modéstia à parte, e com dois cubos de gelo.
Subtrai-se-me ao psicadelismo inerente a cor esbatida do profuso degradé acentuadamente irreverente, enquanto surrealizo dadaísticamente o maneirismo renascentista, precipitadamente rococó, através de tufos resplandecentes de orvalho as primeiras borrifadelas solares e sândalo, no aroma indelicado que se desprende da mente em acelerada decomposição, da frutífera animosidade iludida, metamorfoseada em suave cadencia outonal, respirando a névoa brilhante que e portal de sonhos, entre mundos esbatido em línguas conquistadoras, de idiossincracias afins, avolumando abotoadamente o inverso sentido do quadrado omitido e nas sombras desenhado, por onde trespassa a alma no som e o plasma no espaço sideral, movendo-se, em bolha protectora e maternal, ionicamente revertendo em si aquilo que transporta.
Concluo, em abundância, no cerne aprazível das manhas em que as ideias cantam como os pardais, cotovias, enquanto pica-paus martelam percussões alternadas, que o que o sistema límbico é em si, superior ao complexo reptiliano, e este, não decai em desuso, antes pelo contrario, afirma-se quotidianamente, selvagem e errático, como Pão nosso em cada dia, não sendo alheio a isso o facto consumado de ser realmente inferior e incansavelmente alimentado pelos actos e desvarios humanos
Retirar o equídeo da pluviosidade? Não agora, que é de tenra idade. Tempo terá para, no conforto relativo, na cavalariça que servirá de tecto, pensar nas colinas galopadas na brida e nos riachos frescos abertos na montanha. Por onde trota agora a seu bel-prazer...E nas memórias que de hoje leva para as pastagens do Grande Espírito, contará mais esta chuva muda sobre o lombo, que as noites deitado em frondosa e dourada palha.
Solta o corvo rubro no umbral negro da Fonte. Afronta os Deuses extraviados na hora do receio. Retira, arguto, do sangue seco, o pó do tempo. Tensão nas cordas afuniladas do violino. No vinho, a uva sangrada é fermentada em segredo...Sagrada é a vida e quem a toma para si e aceita seu dom. Domá-la é necessário, vivê-la é, enfim, o júbilo. Justo é o hino que eleva o povo junto aos Deuses. Desses rezam as memórias nos mitos empoeirados, Emparelhados sabiamente, compilados nas torres cilíndricas do Conhecimento. Contam as palavras, as sílabas em tons musicais. Meloviosa a harpa, a flauta, o violino e piano em uníssono. Unidos sinfonicamente na dureza das ruas desertas...Despertas entre os esparsos campos floridos e pensados, Pautados por compassos e meias colcheias definidos na aurora dos dias, Divas cantam e dançam em louvor à Natureza. A nata da Criação, assim composta, na tela rabiscada e perfeita, Preconizando o crepúsculo disperso na noite que o abarca, Atracando o dia no horizonte frio e negro, longínquo. Como longe as estrelas brilham, gélidas no céu nocturno, Soturno o fumo que se espalha e desvanece nos canteiros. Cantei neles honras e glórias e findo agora a vida diagonal Dias de combate, amor, sofreguidão consentida...Sentida foi a vida, agora, pouca, breve e finita. Finda como o dia e a noite sempre acabam. E as estações que em breve se substituem e matam, Açambarcadas pelo destino que inteiros nos engole. Por isso, pela memória dos deuses e dos homens
Solta o corvo rubro no umbral negro da fonte
A alegria suprema e total
De apreciar as ofertas da Natureza
De experimentar os prazeres inauditos
Das clareiras suadas, suavemente recortadas
No arvoredo imenso à beira oceano
Nos secretos recônditos da alma
Navegar pelo oceano que regurgita de vida
Pelos rios velejar, montanhas e vales andarilhar
Voar e cair, livre, liberto de preconceitos
Salutar vivência em suprema sapiência
Uma alegria, harmonia
Cómica, cósmica, cónica
Misto de cólica eólica
De um substrato deveras abstracto
É essencial, sensual e eventual
O acesso viral
Que num floreado de som e poesia
Moderna, ordenha, ordena
À porta da antiga taverna
De balcão tinto, não minto, sucinto
Se entorna, morna.
Gelatinoso como alforreca
Liso como um carapau
A fumar como um cavalo
Desordenado como ouriço que acorda
Desnorteado como uma borboleta
De humor de cão
Cego como uma toupeira
Estúpido que nem um besouro
E cansado… como um burro de carga
Reconhecem?.
Rumo ao que almejo
Por direcções indeterminadas
Avanço e recuo, onde, na maré?
Para o que o Destino me reserva
E calo, dentro, o sentimento
Mas rejubilo na presença
sem a qual, dolorosa ausência
me tortura o pensamento
rompo os laços que me prendem
as correntes que me impedem
que apertam, castram e sufocam
para nascer livre, uma vez mais
para o Universo.
Subtrai-se-me ao psicadelismo inerente a cor esbatida do profuso degradé acentuadamente irreverente, enquanto surrealizo dadaísticamente o maneirismo renascentista, precipitadamente rococó, através de tufos resplandecentes de orvalho as primeiras borrifadelas solares e sândalo, no aroma indelicado que se desprende da mente em acelerada decomposição, da frutífera animosidade iludida, metamorfoseada em suave cadencia outonal, respirando a névoa brilhante que e portal de sonhos, entre mundos esbatido em línguas conquistadoras, de idiossincracias afins, avolumando abotoadamente o inverso sentido do quadrado omitido e nas sombras desenhado, por onde trespassa a alma no som e o plasma no espaço sideral, movendo-se, em bolha protectora e maternal, ionicamente revertendo em si aquilo que transporta.
Concluo, em abundância, no cerne aprazível das manhas em que as ideias cantam como os pardais, cotovias, enquanto pica-paus martelam percussões alternadas, que o que o sistema límbico é em si, superior ao complexo reptiliano, e este, não decai em desuso, antes pelo contrario, afirma-se quotidianamente, selvagem e errático, como Pão nosso em cada dia, não sendo alheio a isso o facto consumado de ser realmente inferior e incansavelmente alimentado pelos actos e desvarios humanos
Retirar o equídeo da pluviosidade? Não agora, que é de tenra idade. Tempo terá para, no conforto relativo, na cavalariça que servirá de tecto, pensar nas colinas galopadas na brida e nos riachos frescos abertos na montanha. Por onde trota agora a seu bel-prazer...E nas memórias que de hoje leva para as pastagens do Grande Espírito, contará mais esta chuva muda sobre o lombo, que as noites deitado em frondosa e dourada palha.
Solta o corvo rubro no umbral negro da Fonte. Afronta os Deuses extraviados na hora do receio. Retira, arguto, do sangue seco, o pó do tempo. Tensão nas cordas afuniladas do violino. No vinho, a uva sangrada é fermentada em segredo...Sagrada é a vida e quem a toma para si e aceita seu dom. Domá-la é necessário, vivê-la é, enfim, o júbilo. Justo é o hino que eleva o povo junto aos Deuses. Desses rezam as memórias nos mitos empoeirados, Emparelhados sabiamente, compilados nas torres cilíndricas do Conhecimento. Contam as palavras, as sílabas em tons musicais. Meloviosa a harpa, a flauta, o violino e piano em uníssono. Unidos sinfonicamente na dureza das ruas desertas...Despertas entre os esparsos campos floridos e pensados, Pautados por compassos e meias colcheias definidos na aurora dos dias, Divas cantam e dançam em louvor à Natureza. A nata da Criação, assim composta, na tela rabiscada e perfeita, Preconizando o crepúsculo disperso na noite que o abarca, Atracando o dia no horizonte frio e negro, longínquo. Como longe as estrelas brilham, gélidas no céu nocturno, Soturno o fumo que se espalha e desvanece nos canteiros. Cantei neles honras e glórias e findo agora a vida diagonal Dias de combate, amor, sofreguidão consentida...Sentida foi a vida, agora, pouca, breve e finita. Finda como o dia e a noite sempre acabam. E as estações que em breve se substituem e matam, Açambarcadas pelo destino que inteiros nos engole. Por isso, pela memória dos deuses e dos homens
Solta o corvo rubro no umbral negro da fonte
A alegria suprema e total
De apreciar as ofertas da Natureza
De experimentar os prazeres inauditos
Das clareiras suadas, suavemente recortadas
No arvoredo imenso à beira oceano
Nos secretos recônditos da alma
Navegar pelo oceano que regurgita de vida
Pelos rios velejar, montanhas e vales andarilhar
Voar e cair, livre, liberto de preconceitos
Salutar vivência em suprema sapiência
Uma alegria, harmonia
Cómica, cósmica, cónica
Misto de cólica eólica
De um substrato deveras abstracto
É essencial, sensual e eventual
O acesso viral
Que num floreado de som e poesia
Moderna, ordenha, ordena
À porta da antiga taverna
De balcão tinto, não minto, sucinto
Se entorna, morna.
Gelatinoso como alforreca
Liso como um carapau
A fumar como um cavalo
Desordenado como ouriço que acorda
Desnorteado como uma borboleta
De humor de cão
Cego como uma toupeira
Estúpido que nem um besouro
E cansado… como um burro de carga
Reconhecem?.
Rumo ao que almejo
Por direcções indeterminadas
Avanço e recuo, onde, na maré?
Para o que o Destino me reserva
E calo, dentro, o sentimento
Mas rejubilo na presença
sem a qual, dolorosa ausência
me tortura o pensamento
rompo os laços que me prendem
as correntes que me impedem
que apertam, castram e sufocam
para nascer livre, uma vez mais
para o Universo.
quarta-feira, 25 de maio de 2011
Falar mal cansa
Bem que eu gosto de tecer considerações positivas em relação a diversos assuntos. Convenhamos, sou um optimista inverterado, mas tanto que me chamam lírico, acreditando piamente no substrato bondoso do Homem enquanto ser, não obstante ter poucas dúvidas de que isso não passa de propaganda enganadora.
Optimismos à parte, dão-me tantas oportunidades de falar mal de tanta coisa que começo a considerar ser afinal vítima de uma perseguição de elementos e acontecimentos ignaros, basbaques e de mau tom. Porque isto de haver cada vez mais pessoas com uma falta de chá abissal, concentrando a sua atenção nas sumidades e nulidades que se atravessam no espectro comentador político, social ou económico onde, ao abrigo de uma remuneração não parca, podemos dizer umas barbaridades, num estúdio televisivo, e as nossas vacuidades serem reproduzidas e recomentadas pelo serão fora por nulidades ainda mais vazias de senso que o primeiro, não é apenas enttretenimento, é parvoeira arreigada subindo aos píncaros da prime time televisiva, deveria ter um programa de quotas para se poder travar esse assombro, esse assalto à mente colectiva por uma equipa escolhida a dedo de gente inútil e nem sempre tão bem falante como a sua exposição ou só posição o exigiria...
Continuamente assisto a telenovelas corrompidas, de gosto dúbio, comentários comprados a qualquer reality show argentino ou peruano e vendidas como informação ao incauto cidadão que não tenha a atenção apontada ao que realmente lhe dão para assistir. Com papas e bolos se enganam os tolos.
A propósto serve este registo para contribuir para uma análise metódica do panorama político português à beira do Apocalipse (perdão: das eleições legislativas em ambiente FMIstico.)
Se a primeira tranche de partidos, os de assento no parlamento actual poucas palavras poderei partilhar, pois que considero ser já notoriamente exagerado o tempo de antena e a atenção dispensada pela classe de comunicação social, os pequenos, não só por pouco terem de humildes, mas precisamente pela lufada de ar fresco que introduzem na dita paisagem, de exercício eleitoral em exercício eleitoral, me fascinam.
PND- Ou Óscar para o filme eleitoral mais trongamongas do universo, onde se demonstra a estratégia líbia de dominação mundial, na categoria pick-ups. Considero que o cidadão ser forçado a contribuir para o pagamento de certas fantochadas é a melhor maneira de afirmar a razão de ser e existir da fracção cada vez mais expressiva de quem prefere abolir as eleições, contribuir para a abstenção entre duas cacholadas nas praias da Linha ou da Caparica e uma imperial na esplanada do que dignar-se a aparecer nestes eventos onde se reunem as ralés mais desnatadas da societé. Muito bom partido para votar se se revê nas personagens apresentadas.
Outro cavalheiro na qual a minha atenção se deteve, foi o representante do Porto do Partido do Norte e dos Açores (PNA), que vinha com umas contas saídas dos anos 80, em que se dá conta da produção do trabalho nortenho e da cigarra lisboeta, isto vindo de alguém que nunca suou na vida (ver filmes porno na net não conta, e suar sentado na poltrona com a doméstica a fazer o trabalho todo e engolir também não conta, assim como suar quando as suas contas são auditadas também não conta, personagem abjecta do esbirrismo político, que faz tensão de mostrar ao eleitor uma vasta biblioteca subjugada ao tema Salazar, incluindo pelo menos 10 diferentes biografias do senhor. Pessoa distinta, esta, populista, demagoga e exdrúxula, como se a miséria do povo do Norte, pessoas trabalhadoras, sim, até escravizadas nas fábricas que só os chineses conseguem traduzir, essa miséria do Norte onde há Ferraris estacionadas à porta de vilas deixadas à fome, após encerramentos fraudulentos das instalações fabris que sugaram o sangue intergeracional da região. Muito bom partido para votar se se revê na mediocridade rural e salazarenta que brota ainda das raízes apodrecidas das suas elites históricas, proprietários rurais ou de pequenas fábricas, tementes a Deus e exploradores do seu semelhante até às raias da desumanidade.
PAN- Ora aí está um partido que terá muito a oferecer, é pena é os canídeos e outras representações animalárias nacionais (como o Alberto João Jardim) não possam votar. O Touro votaria contra a Tourada? Só se não fosse masoquista. Compartilho com esta identidade política o seguinte registo. A Caça é desporto assim que entregarem carabinas aos coelhos. E mais digo. Se apanho alguém a caçar melros, saio em legítima defesa dos animais (considerando a resposta de valor porporcional, posso transformar o caçador em passe-vite, resultando daí uma acção de reciclagem política.) Só se deve aceitar, neste regime de caça oa voto, a caça ao corrupto, que, infelizmente, tem poucos associados. Já a Caça ao dinheiro do contribuinte, tem sempre filas de espera para tirar licença.
Assim como referi acima, esta coisa de falar mal, cansa, e as teclas já estão a realizar um plenário de trabalhadores e vão entrar em greve dentro em brev
Optimismos à parte, dão-me tantas oportunidades de falar mal de tanta coisa que começo a considerar ser afinal vítima de uma perseguição de elementos e acontecimentos ignaros, basbaques e de mau tom. Porque isto de haver cada vez mais pessoas com uma falta de chá abissal, concentrando a sua atenção nas sumidades e nulidades que se atravessam no espectro comentador político, social ou económico onde, ao abrigo de uma remuneração não parca, podemos dizer umas barbaridades, num estúdio televisivo, e as nossas vacuidades serem reproduzidas e recomentadas pelo serão fora por nulidades ainda mais vazias de senso que o primeiro, não é apenas enttretenimento, é parvoeira arreigada subindo aos píncaros da prime time televisiva, deveria ter um programa de quotas para se poder travar esse assombro, esse assalto à mente colectiva por uma equipa escolhida a dedo de gente inútil e nem sempre tão bem falante como a sua exposição ou só posição o exigiria...
Continuamente assisto a telenovelas corrompidas, de gosto dúbio, comentários comprados a qualquer reality show argentino ou peruano e vendidas como informação ao incauto cidadão que não tenha a atenção apontada ao que realmente lhe dão para assistir. Com papas e bolos se enganam os tolos.
A propósto serve este registo para contribuir para uma análise metódica do panorama político português à beira do Apocalipse (perdão: das eleições legislativas em ambiente FMIstico.)
Se a primeira tranche de partidos, os de assento no parlamento actual poucas palavras poderei partilhar, pois que considero ser já notoriamente exagerado o tempo de antena e a atenção dispensada pela classe de comunicação social, os pequenos, não só por pouco terem de humildes, mas precisamente pela lufada de ar fresco que introduzem na dita paisagem, de exercício eleitoral em exercício eleitoral, me fascinam.
PND- Ou Óscar para o filme eleitoral mais trongamongas do universo, onde se demonstra a estratégia líbia de dominação mundial, na categoria pick-ups. Considero que o cidadão ser forçado a contribuir para o pagamento de certas fantochadas é a melhor maneira de afirmar a razão de ser e existir da fracção cada vez mais expressiva de quem prefere abolir as eleições, contribuir para a abstenção entre duas cacholadas nas praias da Linha ou da Caparica e uma imperial na esplanada do que dignar-se a aparecer nestes eventos onde se reunem as ralés mais desnatadas da societé. Muito bom partido para votar se se revê nas personagens apresentadas.
Outro cavalheiro na qual a minha atenção se deteve, foi o representante do Porto do Partido do Norte e dos Açores (PNA), que vinha com umas contas saídas dos anos 80, em que se dá conta da produção do trabalho nortenho e da cigarra lisboeta, isto vindo de alguém que nunca suou na vida (ver filmes porno na net não conta, e suar sentado na poltrona com a doméstica a fazer o trabalho todo e engolir também não conta, assim como suar quando as suas contas são auditadas também não conta, personagem abjecta do esbirrismo político, que faz tensão de mostrar ao eleitor uma vasta biblioteca subjugada ao tema Salazar, incluindo pelo menos 10 diferentes biografias do senhor. Pessoa distinta, esta, populista, demagoga e exdrúxula, como se a miséria do povo do Norte, pessoas trabalhadoras, sim, até escravizadas nas fábricas que só os chineses conseguem traduzir, essa miséria do Norte onde há Ferraris estacionadas à porta de vilas deixadas à fome, após encerramentos fraudulentos das instalações fabris que sugaram o sangue intergeracional da região. Muito bom partido para votar se se revê na mediocridade rural e salazarenta que brota ainda das raízes apodrecidas das suas elites históricas, proprietários rurais ou de pequenas fábricas, tementes a Deus e exploradores do seu semelhante até às raias da desumanidade.
PAN- Ora aí está um partido que terá muito a oferecer, é pena é os canídeos e outras representações animalárias nacionais (como o Alberto João Jardim) não possam votar. O Touro votaria contra a Tourada? Só se não fosse masoquista. Compartilho com esta identidade política o seguinte registo. A Caça é desporto assim que entregarem carabinas aos coelhos. E mais digo. Se apanho alguém a caçar melros, saio em legítima defesa dos animais (considerando a resposta de valor porporcional, posso transformar o caçador em passe-vite, resultando daí uma acção de reciclagem política.) Só se deve aceitar, neste regime de caça oa voto, a caça ao corrupto, que, infelizmente, tem poucos associados. Já a Caça ao dinheiro do contribuinte, tem sempre filas de espera para tirar licença.
Assim como referi acima, esta coisa de falar mal, cansa, e as teclas já estão a realizar um plenário de trabalhadores e vão entrar em greve dentro em brev
domingo, 22 de maio de 2011
(Des)Acordo Dis(Ortográfico)
Informo os trauseuntes que os textos neste registo apresentados não estão de acordo com o Novo Acordo Ortográfico. Tal prende-se por motivos que passarei a indicar:
1º. Respeito muito o trabalhinho da minha professora de instrução primária e não só por a senhora usar, à altura, uma daquelas batas de Doutora que vinham ainda do anterior regime político, mas principalmente por me ter ensinado a ler e a escrever Português correcto, baseado naturalmente no Latim, no Grego, árabe, e entre outras infuências históricas bem designadas, ofertores de alma e ideários.
2º. Eu não assinei nada, ninguém mo pediu, e nem sequer a opinião me foi questionada. Logo, assim como o Contracto Social (o contracto exige uma assinatura presencial entre as partes, reconhecidas notorialmente em folha azul de 25 linhas e com selo branco. Tragam-me aqui o sr Rousseau, se conseguirem, que após leitura com atenção digo de minha justiça, não me mando representar por ninguém.
Ou seja, insurjo-me contra esta maneira democrática de tender as decisões inapropriadas, do alto das suas representações políticas e sem o mínima preocupação com os desejos, interesses ou necessidades do povo governado.
Proponho, no entanto, se o indivíduo pode expressar-se oralmente como escreve e vice-versa, que se aceite as palavras baca para o Norte do país, tchapim para as Beiras e Bôa Taardeee! no Alentejo, tendo que se pode dizer Ói!, sem entrar em publicidades e p'ra mim ver, que considero uma pérola da chafurdice linguística que nos querem impôr.
Para deitar mais água destilada na fervura imaculada, junto indico uma quantidade de termos fresquinhos, afim de ambientar os cidadãos a novas terminologias com as quais precisaremos cada vez mais de uma ambientação relativa, reflexiva e prudente, apresentando inicialmente o termo estrangeirado, logo, sugiro a tradução adequada à Língua de Camões, que, como toda a gente sabe, é muito boa em molho de amoras, afirmado isto por uma das habitantes da Ilha dos Amores, com quem o poeta terá privado, consta, em noites de forróbodó e Bunga-Bunga.
SCANNER- vulgo SACANA.(Compreende-se o termo utilizado aquele que já tenha sido fulminado pelos olhos por uma linha de laser's escarlate. Objecto próprio a quem vai ao Hipermercado ou a qualquer estabelecimento comercial moderno, ou ainda, aeroporto(no outro dia, passando por um destes, o segurança chamou-me à parte e disse: «Aconselho-o a reduzir o tabaco e fazer xixi antes de embarcar. O seu pequeno almoço foi uma torrada e uma meia de leite e os seus ossos estão saudáveis.»
CHIP_ vulgo BATATA FRITA- Esta coisa importada de dizer que é fixe com batata frita, e qual é o peixe, afinal, pergunto eu? Isto de comer elementos microelectrónicos é provável que seja indigesto, eu não aconselho, mas, vá, sendo gourmet, por vezes asATM não digerem bem os fritos e teremos de passar a banda gástrico-magnética...
INTERNET- vulgo REDE. Quem não pesca com rede, tenta à linha, e se a linha do telefone estiver ocupada, podemos sempre tentar o móvel, o tira linhas ou a linha azul do metropolitano, que também se esparsa em rédea pouco curta. Não tem Bateria? Toca com Baixo... ou flauta de bisel, desde que o ritmo do consumo não abrande, a sociedade não respinga.
GOOGLE- vulgo CUSCO. Quando quiser saber alguma coisa sobre alguma coisa (ou alguém), não há nada como cuscovilhar na rede, com o motor de busca preferido dos internautas (outro termo, para quem navega de interRail e descobre as ásias Ocidentais). Pode também cuscar no BINGO, motor de busca do senhor A Conta (ou Lei) dos Portões, é mais apelativo visualmente e agradável se, ao pesquisar, degustar um Porto ou um Madeira.
Não perca, brevemente, tiradas da cartola e fora da box, outras maneiras de se mencionar algo, falando de outra coisa completamente diferente
1º. Respeito muito o trabalhinho da minha professora de instrução primária e não só por a senhora usar, à altura, uma daquelas batas de Doutora que vinham ainda do anterior regime político, mas principalmente por me ter ensinado a ler e a escrever Português correcto, baseado naturalmente no Latim, no Grego, árabe, e entre outras infuências históricas bem designadas, ofertores de alma e ideários.
2º. Eu não assinei nada, ninguém mo pediu, e nem sequer a opinião me foi questionada. Logo, assim como o Contracto Social (o contracto exige uma assinatura presencial entre as partes, reconhecidas notorialmente em folha azul de 25 linhas e com selo branco. Tragam-me aqui o sr Rousseau, se conseguirem, que após leitura com atenção digo de minha justiça, não me mando representar por ninguém.
Ou seja, insurjo-me contra esta maneira democrática de tender as decisões inapropriadas, do alto das suas representações políticas e sem o mínima preocupação com os desejos, interesses ou necessidades do povo governado.
Proponho, no entanto, se o indivíduo pode expressar-se oralmente como escreve e vice-versa, que se aceite as palavras baca para o Norte do país, tchapim para as Beiras e Bôa Taardeee! no Alentejo, tendo que se pode dizer Ói!, sem entrar em publicidades e p'ra mim ver, que considero uma pérola da chafurdice linguística que nos querem impôr.
Para deitar mais água destilada na fervura imaculada, junto indico uma quantidade de termos fresquinhos, afim de ambientar os cidadãos a novas terminologias com as quais precisaremos cada vez mais de uma ambientação relativa, reflexiva e prudente, apresentando inicialmente o termo estrangeirado, logo, sugiro a tradução adequada à Língua de Camões, que, como toda a gente sabe, é muito boa em molho de amoras, afirmado isto por uma das habitantes da Ilha dos Amores, com quem o poeta terá privado, consta, em noites de forróbodó e Bunga-Bunga.
SCANNER- vulgo SACANA.(Compreende-se o termo utilizado aquele que já tenha sido fulminado pelos olhos por uma linha de laser's escarlate. Objecto próprio a quem vai ao Hipermercado ou a qualquer estabelecimento comercial moderno, ou ainda, aeroporto(no outro dia, passando por um destes, o segurança chamou-me à parte e disse: «Aconselho-o a reduzir o tabaco e fazer xixi antes de embarcar. O seu pequeno almoço foi uma torrada e uma meia de leite e os seus ossos estão saudáveis.»
CHIP_ vulgo BATATA FRITA- Esta coisa importada de dizer que é fixe com batata frita, e qual é o peixe, afinal, pergunto eu? Isto de comer elementos microelectrónicos é provável que seja indigesto, eu não aconselho, mas, vá, sendo gourmet, por vezes asATM não digerem bem os fritos e teremos de passar a banda gástrico-magnética...
INTERNET- vulgo REDE. Quem não pesca com rede, tenta à linha, e se a linha do telefone estiver ocupada, podemos sempre tentar o móvel, o tira linhas ou a linha azul do metropolitano, que também se esparsa em rédea pouco curta. Não tem Bateria? Toca com Baixo... ou flauta de bisel, desde que o ritmo do consumo não abrande, a sociedade não respinga.
GOOGLE- vulgo CUSCO. Quando quiser saber alguma coisa sobre alguma coisa (ou alguém), não há nada como cuscovilhar na rede, com o motor de busca preferido dos internautas (outro termo, para quem navega de interRail e descobre as ásias Ocidentais). Pode também cuscar no BINGO, motor de busca do senhor A Conta (ou Lei) dos Portões, é mais apelativo visualmente e agradável se, ao pesquisar, degustar um Porto ou um Madeira.
Não perca, brevemente, tiradas da cartola e fora da box, outras maneiras de se mencionar algo, falando de outra coisa completamente diferente
quinta-feira, 19 de maio de 2011
Feira do Livro Anarquista
Nos próximos dias ir-se-à realizar uma Feira do Livro. Anarquista.
Ora um acontecimento desta importância e envergadura não poderia ser deixado passar em branco, mais não fosse, porque um livro anarquista, nos dias de hoje é quase raro de se ver.
Há elementos que convém clarificar quando falamos de livros anarquistas.
O primeiro é este: Eles não querem ser lidos. Nem compreendidos, esperam também que pouco se falem deles, pois poderiam ser alvo de chacota, isto, porque se venderiam assim, como algo unicamente comercial, não poderão afirmar ser a sua natureza essencialmente alternativa e não lucrativa. Depois também não apreciam ser compreendidos e têm medo de serem copiados, nos dias de hoje, onde tudo se encontra patenteado, não querem ser considerados cópias de outros manifestos deliberadamente escritos para louvar qualquer ideologia. São simples, são como são e protegem a sua identidade e idoneidade assim mesmo. Como se quem os lesse, pudesse roubar partes de si, e serem os seus pensamentos aplicados a algo que não estava no azimute inicial serem. Nós, os leitores, bem os compreendemos, pois roubamos um pouco de tudo o que lemos e construímos, a posteriori, castelos de recortes e memórias avulsas. Imersos na miragem literária que condiciona o mundo da edição hoje, o livro anarquista continua a ser irreverente e veste-se de cores garridas. Explosivo na sua forma de analisar as questões da actualidade, converte-se em suave e doce pranto, enquanto vê a miserável civilização capitalista ocupar o mundo a seu belo prazer, vencedora de uma guerra em que todos nós perdemos, e, assistindo a tudo, uma humanidade nua já de vontade de Liberdade, de amor próprio ou senso comum, embalada na canção embalada do consumo e das vantagem orgíacas da satisfação do desejo imediato.
Sim, pois expostos à análise post scriptum sabem que o cerne do ideário defendido, sem a sua valiosa cooperação nos termos das causas primevas da sua demonstração, poderão afastar-se da sua identidade, e qual náufragos, morrer na praia duma costa desértica e infeliz.
Assim, boa oportunidade para encontrar autores anarquistas, além de Saramago e Antunes, Rancière, Thoreau, que na sua própria escrita, relativizam a importância gramatical no universo literário, assim como a própria noção de sentido e realidade se metamorfoseia todos os dias, à esquina de um qualquer pôr do sol.
Numa Feira do Livro Anarquista, os livros, ao contrário de estarem caoticamente distribuídos, ajuntam-se em comunas e barricadas, numa ordem apenas sua, e que o visitante poderá saborear enquanto passa com o pensamento lateral aceso, por entre os expositores.
Numa sociedade dietética (ou seja, que quer emagrecer a ética à força, ou ao murro, como o Tallon) se houverem indivíduos que queiram fazer dieta à sociedade, à bomba ou não, tal faz parte das idiossincrasias anatematizantes, emprestando à sociedade a percentagem niilista da qual brotará uma sociedade mais justa e equalitária. A equidade não é sermos iguais aos cavalos, é haver justiça na socialização humana.
Eu sempre gostei de transparências, sim. Na vida política e profissional, na vida pública e económica, nas relações entre nações e entre indivíduos, mas tal não suplanta a minha admiração pelas transparências na indumentária feminina. Gosto muito, também, de Dálias de 1m e 80, mas são mais raras e geralmente vêm acompanhadas.
Outros livros anarquistas são «O Livro Inclinado», ou como todos nós tendemos um pouco para a Libertária realidade. Livro com furo, relembrando o profeta Laden, ou os livros com cheiro a salada de frutas, de índole notoriamente burguesa e apologista da cacofonia sensorial reinante.
Falta a estes o livro que se deixava comer ao almoço, com sabores diversificados e de boa digestão, ou os livros proibidos (todas as épocas têm os seus), determinantes de cada sociedade, os quais se identificam por nunca aparecerem à noite, mesmo quando os convidamos a beber um copo de groselha.
Assim sendo, e porque denoto uma curiosidade ululante em reencontrar alguns pedaços da minha infância, vou continuar procurando o famoso livro «Fernando Pessoa contra o Homem Aranha», oásis de surrealismo lisboeta do séc. XX, e mais difícil de encontrar que um sóbrio às 2 da manhã no Bairro Alto.
Realiza-se no Largo da Severa, pertinho da esquadra do Socorro, para o caso dos organizadores perderm o transporte, poderem ficar na residencial nomeada.
Ora um acontecimento desta importância e envergadura não poderia ser deixado passar em branco, mais não fosse, porque um livro anarquista, nos dias de hoje é quase raro de se ver.
Há elementos que convém clarificar quando falamos de livros anarquistas.
O primeiro é este: Eles não querem ser lidos. Nem compreendidos, esperam também que pouco se falem deles, pois poderiam ser alvo de chacota, isto, porque se venderiam assim, como algo unicamente comercial, não poderão afirmar ser a sua natureza essencialmente alternativa e não lucrativa. Depois também não apreciam ser compreendidos e têm medo de serem copiados, nos dias de hoje, onde tudo se encontra patenteado, não querem ser considerados cópias de outros manifestos deliberadamente escritos para louvar qualquer ideologia. São simples, são como são e protegem a sua identidade e idoneidade assim mesmo. Como se quem os lesse, pudesse roubar partes de si, e serem os seus pensamentos aplicados a algo que não estava no azimute inicial serem. Nós, os leitores, bem os compreendemos, pois roubamos um pouco de tudo o que lemos e construímos, a posteriori, castelos de recortes e memórias avulsas. Imersos na miragem literária que condiciona o mundo da edição hoje, o livro anarquista continua a ser irreverente e veste-se de cores garridas. Explosivo na sua forma de analisar as questões da actualidade, converte-se em suave e doce pranto, enquanto vê a miserável civilização capitalista ocupar o mundo a seu belo prazer, vencedora de uma guerra em que todos nós perdemos, e, assistindo a tudo, uma humanidade nua já de vontade de Liberdade, de amor próprio ou senso comum, embalada na canção embalada do consumo e das vantagem orgíacas da satisfação do desejo imediato.
Sim, pois expostos à análise post scriptum sabem que o cerne do ideário defendido, sem a sua valiosa cooperação nos termos das causas primevas da sua demonstração, poderão afastar-se da sua identidade, e qual náufragos, morrer na praia duma costa desértica e infeliz.
Assim, boa oportunidade para encontrar autores anarquistas, além de Saramago e Antunes, Rancière, Thoreau, que na sua própria escrita, relativizam a importância gramatical no universo literário, assim como a própria noção de sentido e realidade se metamorfoseia todos os dias, à esquina de um qualquer pôr do sol.
Numa Feira do Livro Anarquista, os livros, ao contrário de estarem caoticamente distribuídos, ajuntam-se em comunas e barricadas, numa ordem apenas sua, e que o visitante poderá saborear enquanto passa com o pensamento lateral aceso, por entre os expositores.
Numa sociedade dietética (ou seja, que quer emagrecer a ética à força, ou ao murro, como o Tallon) se houverem indivíduos que queiram fazer dieta à sociedade, à bomba ou não, tal faz parte das idiossincrasias anatematizantes, emprestando à sociedade a percentagem niilista da qual brotará uma sociedade mais justa e equalitária. A equidade não é sermos iguais aos cavalos, é haver justiça na socialização humana.
Eu sempre gostei de transparências, sim. Na vida política e profissional, na vida pública e económica, nas relações entre nações e entre indivíduos, mas tal não suplanta a minha admiração pelas transparências na indumentária feminina. Gosto muito, também, de Dálias de 1m e 80, mas são mais raras e geralmente vêm acompanhadas.
Outros livros anarquistas são «O Livro Inclinado», ou como todos nós tendemos um pouco para a Libertária realidade. Livro com furo, relembrando o profeta Laden, ou os livros com cheiro a salada de frutas, de índole notoriamente burguesa e apologista da cacofonia sensorial reinante.
Falta a estes o livro que se deixava comer ao almoço, com sabores diversificados e de boa digestão, ou os livros proibidos (todas as épocas têm os seus), determinantes de cada sociedade, os quais se identificam por nunca aparecerem à noite, mesmo quando os convidamos a beber um copo de groselha.
Assim sendo, e porque denoto uma curiosidade ululante em reencontrar alguns pedaços da minha infância, vou continuar procurando o famoso livro «Fernando Pessoa contra o Homem Aranha», oásis de surrealismo lisboeta do séc. XX, e mais difícil de encontrar que um sóbrio às 2 da manhã no Bairro Alto.
Realiza-se no Largo da Severa, pertinho da esquadra do Socorro, para o caso dos organizadores perderm o transporte, poderem ficar na residencial nomeada.
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