Espinafres e amendoins, pepinos e bróculos,ameixas e beterraba, cenoiras e menos tinto e loiras, coisas com muito ferro, como prego no pão,conta a má língua, visto tê-la saborosa, e saborosa é bom, mas não assim. (A carne é fraca, mas o molho é tão bom...). Tanto tempo para isto??? E que tal ver uma médica, que nem sabe falar português, diz brócólus e tábaco e outras pérolas aquém e além de qualquer acordo disortográfico, a ir cuscar ao Gugas a doença que tens? Dá cá uma segurança... E, mesmo assim, não ser capaz de te dar melhores informações do que aquelas que já sabias, faz-te pensar um pouco à cerca da qualidade dos serviços de saúde que se querem para este paízito... Numerus clausus durante anos, limites de inscrições para Medicina, para posteriormente recebermos a preço de saldo pseudo- médicos de 13 valores vindos sabe Deus de onde, saídos de que buraco, a escafiarem a nossa vida, armados em cagões... Sr Dr, se eu recebesse compensações remuneratórias como o senhor, não precisava que me tratasse, seu estupor, que andaria nas nuvens, sabe? Inventor..., não olhe para mim com essa faceta de superioridade só porque a doutora até é jeitosa, que podia ser sua sobrinha e não gosta de velhos lambareiros, mesmo que sejam Doutores, doutor.
Durante esse tempo li e dormi, andei, sentei-me e ressentei-me, ressenti-me da parca atenção prestada, bebi água, comi, enquanto esperava, pensei: «novo método de cura, ficamos tanto tempo à espera que até a doença passa, ou esquecemo-nos o que viemos ali fazer, em primeira análise... , ou morremos. Grande poupança para o SNS. Tudo o que não seja virose, é obra, que esta gente não sabe, está sempre tudo normal, e só se fosse filho deles ou de alguém que conhecessem, é que tinha direito a uma bateria de exames consentânea com o problema em causa e os impostos que pago... 15 € para 10 minutos de consulta médica, não é caro, é roubo...a não ser que paguemos também a espera, sem incluir cigarros.
Tirando isso, uma coisa é certa, ainda vamos todos ter de nos benzer a algum pai de santo, ou coisa que o valha, que médico é como padre, não podendo ter confiança e não há fé que aguente, cada um com a sua doutrina nem sempre bem estudada, é preciso é hóstias e comprimidos, que a saúde pública... vá comer urtigas, que faz bem à pele.
quinta-feira, 30 de junho de 2011
domingo, 26 de junho de 2011
Quando o calor nos aperta
Quando o calor nos bate à porta, invade as janelas e reflecte-se, em ondas tremeluzidas, das paredes caiadas, para a rua forrada a basalto, a vida torna-se pesada e há uma atmosfera quase irrespirável, ascendendo do solo sujo, passando pelas esquinas carregadas de urinas de diversa proveniência, deixando a pairar, no ar, uma atmosfera húmida e desnorteada, que custa a respirar e identificar.
Por vezes, sento-me, despido de roupa e preconceitos, à janela, ou no quintal, esperando que não haja nenhum satélite a recolher imagens. Não querendo chocar ninguém, há uma liberdade intrínseca e inseparável da nossa personalidade e consciência, que advém do facto de nos desnudarmos perante o mundo, mesmo quando escudados por um muro e algumas vedações mais ou menos eficazes, separando-nos das situações onde o nu público não é bem aceite socialmente.
Assim como caminho descalço pelos pinhais das redondezas, sempre atento às poupas e tentilhões, melros e outras aves que, das frondosas copas que me observam lentamente, ansiosos e curiosos, enquanto percorro os trilhos virgens ponteados de cogumelos que se acercam das clareiras abertas na floresta como fogueiras acesas nos céus, pingando sonhos na noite, medusas que semeiam luz pelas profundezas inóspitas dos abismos, sulcando através dos milénios, serpenteantes texturas que invadem os leitos ora abruptos, ora suaves, da geodesia submarina, sempre mutante e passivamente cambiando em estetoscópios alternativos e preponderantemente báricos.
Por vezes, esse calor empresta uma determinada capacidade em que a estupidez natural ou adquirida artificialmente em experiência ganha relevo nas pessoas que circulam em nosso redor, atraídos por magnetos invisíveis e incondicionalmente involuntários, como se nos obrigassem todas as existências frustradas da realidade a obedecermos cegamente aos seus diatribes, exigências, pancadas e opiniões.
Hoje está calor e só me apetece é suar. Queres suar comigo? Perguntava a quem passava, entre as brisas cálidas que anunciavam o crepúsculo regenerador, sem ao menos obter um débil e ténue sorriso, que aligeirasse a noção de invisibilidade que nos cerca, numa muralha impenetrável, na qual a falta de cultura e educação se unem numa parceria ignóbil, com a arrogância inata de quem devia comer abrunhos na boca e não abrunhos com a dita. A mesma resposta, a mesma imanência derrotada, o mesmo esvair dos olhos, como quem cai como anjo nas teias gelatinosas e aderentes da miopia, da inutilidade e da fraca desculpa para existir, pois não há razão ou justificação para se ser assim, com ou sem calor que nos valha.
Haja calor, e que ele não derreta os poucos neurónios dos muitos que por aí andam…
Por vezes, sento-me, despido de roupa e preconceitos, à janela, ou no quintal, esperando que não haja nenhum satélite a recolher imagens. Não querendo chocar ninguém, há uma liberdade intrínseca e inseparável da nossa personalidade e consciência, que advém do facto de nos desnudarmos perante o mundo, mesmo quando escudados por um muro e algumas vedações mais ou menos eficazes, separando-nos das situações onde o nu público não é bem aceite socialmente.
Assim como caminho descalço pelos pinhais das redondezas, sempre atento às poupas e tentilhões, melros e outras aves que, das frondosas copas que me observam lentamente, ansiosos e curiosos, enquanto percorro os trilhos virgens ponteados de cogumelos que se acercam das clareiras abertas na floresta como fogueiras acesas nos céus, pingando sonhos na noite, medusas que semeiam luz pelas profundezas inóspitas dos abismos, sulcando através dos milénios, serpenteantes texturas que invadem os leitos ora abruptos, ora suaves, da geodesia submarina, sempre mutante e passivamente cambiando em estetoscópios alternativos e preponderantemente báricos.
Por vezes, esse calor empresta uma determinada capacidade em que a estupidez natural ou adquirida artificialmente em experiência ganha relevo nas pessoas que circulam em nosso redor, atraídos por magnetos invisíveis e incondicionalmente involuntários, como se nos obrigassem todas as existências frustradas da realidade a obedecermos cegamente aos seus diatribes, exigências, pancadas e opiniões.
Hoje está calor e só me apetece é suar. Queres suar comigo? Perguntava a quem passava, entre as brisas cálidas que anunciavam o crepúsculo regenerador, sem ao menos obter um débil e ténue sorriso, que aligeirasse a noção de invisibilidade que nos cerca, numa muralha impenetrável, na qual a falta de cultura e educação se unem numa parceria ignóbil, com a arrogância inata de quem devia comer abrunhos na boca e não abrunhos com a dita. A mesma resposta, a mesma imanência derrotada, o mesmo esvair dos olhos, como quem cai como anjo nas teias gelatinosas e aderentes da miopia, da inutilidade e da fraca desculpa para existir, pois não há razão ou justificação para se ser assim, com ou sem calor que nos valha.
Haja calor, e que ele não derreta os poucos neurónios dos muitos que por aí andam…
sábado, 25 de junho de 2011
Entre falésias litoralgrafadas na memória de tempos d'outrora desavindos com os d'agora
No protocolo submisso e inerente de uma tarde saturnina, sacudo do capote veraneante o pó seco e invasor que, afundando-se no horizonte líquido e plácido oceânico, transportado pelo vento que sopra longe, levantando as saias marotas e sem lagarto das moçoilas trigueiras que vão na carroça dos poetas e amantes, levar à praia dourada e tórrida as suas presenças entre risinhos nervosos e sussurros, emprestando cores garridas que borboleteiam entre as dunas e os passadiços de madeira tratada salinamente entre as madrugadas e o romper da aurora anunciada pelos melros chilreando, ainda a madrugada avança, pé ante pé, meias de lã e baioneta calada, envolvida no lusco-fusco que a pretende negar, mas não alcança o seu objectivo.
Nos seus cabelos, ondulantes como o mar espumoso e incansável, repousam negros ganchos, lenços atados sob o queixo, e as madeixas brincam por entre os sorrisos, rebeldes como a brisa que os desalinha, verdadeiros como o marfim de seus dentes apontados ao mar. Descendo a ravina pedregosa e barrenta, por entre pequenas cataratas de água adocicada e fresca, entre o escorregando e o rebolando sobre os seixos soltos na rampa tortuosa, por vezes agarrando-se tenazmente aos arbustos bem enraizados na estrutura róchea e arenosa pontilhada de flores brancas, amarelas, outras azuis ou roxas. Sem arranharem sua tez cuidada e trigueira, alcançam a suave orla, baía orfíaca que hipnotiza os navios para seus escolhos mansos mas tão dissimulados como perigosos e sub-reptícios, sofrendo como se uma timidez inconstante em função das marés, resultasse em permanente ressalto das ondas em arco, nos seus dóceis lombos, pejados de moluscos molhados e salgados, aguardando algum intrépido que desafie o mar transparente e frio e os cace, sem correr muito, nas pequenas poças escavadas pela erosão dos milénios, onde descansam entre tocas de caranguejo e ouriços do mar.
Eram estrelas, dessas, que do céu se despedem, caindo em rodopio, até ao mar, e onde se fixam, na superfície subcutânea de seu leito imperscrutável e escuro, iluminando em reflexo pálido, as profundezas abissais que os sonhos povoam de luzes fantasmagóricas e seres luminescentes, quais pirilampos do mar, acendendo e apagando os semáforos aquando de qualquer incursão desavisada e surpresa.
Surpresas reservavam-nas essas cavernas secretas, que escavaram na rocha maleável as identidades cristalinas e multifacetadas que recuam aos tempos em que os jurássicos sáurios passeavam, assobiando para o lado, por entre as florestas laurissilvas já extintas, que ainda nos restam alguns embotados neurónios, perfazendo a ligação sináptica que os une, local de refúgio de criaturas mágicas e tão esquecidas como invisíveis aos habitantes da superfície, cegos para realidades que lhes escapam como água límpida por entre negros dedos.
Ressoam ainda, nas memórias lentas dos idosos da aldeia, aspectos e circuitos lendários, onde se cruzam histórias de piratas mouros, um ou outro cruel drakkar perdido, ou a aportagem à costa dos navios atlantes que fugiam do derradeiro cataclismo. Contam ainda, em noites de fogueira acesa e amena cavaqueira regada a garrafão, que moiras encantadas ainda correm, meio desnudas, meio vestidas com túnicas que se transparecem e dissolvem em dias de chuva intensa, ou voam, aquando das nortadas, como se, penduradas nos penhascos debruçados sobre a espuma do mar, ajudassem a força das marés a derrubar estes Golias que esculpem a costa como poetas românticos escorrem a pena cansada no papiro sedento do negro perfumado da tinta.
Assim como assim, diziam, entredentes, as jovens que passeavam, perfumadas e vistosas, enquanto observavam os mergulhões que afunilavam, descendentes, chapeando alegre e violentamente sobre os cardumes inocentes e distraídos, logo se elevando, com fitas prateadas tremelicando, largando gotas de sal líquido, chovendo-as como em breve despedida: «mesmo quando não há nada a dizer ainda muito se pode escrever.»
Nos seus cabelos, ondulantes como o mar espumoso e incansável, repousam negros ganchos, lenços atados sob o queixo, e as madeixas brincam por entre os sorrisos, rebeldes como a brisa que os desalinha, verdadeiros como o marfim de seus dentes apontados ao mar. Descendo a ravina pedregosa e barrenta, por entre pequenas cataratas de água adocicada e fresca, entre o escorregando e o rebolando sobre os seixos soltos na rampa tortuosa, por vezes agarrando-se tenazmente aos arbustos bem enraizados na estrutura róchea e arenosa pontilhada de flores brancas, amarelas, outras azuis ou roxas. Sem arranharem sua tez cuidada e trigueira, alcançam a suave orla, baía orfíaca que hipnotiza os navios para seus escolhos mansos mas tão dissimulados como perigosos e sub-reptícios, sofrendo como se uma timidez inconstante em função das marés, resultasse em permanente ressalto das ondas em arco, nos seus dóceis lombos, pejados de moluscos molhados e salgados, aguardando algum intrépido que desafie o mar transparente e frio e os cace, sem correr muito, nas pequenas poças escavadas pela erosão dos milénios, onde descansam entre tocas de caranguejo e ouriços do mar.
Eram estrelas, dessas, que do céu se despedem, caindo em rodopio, até ao mar, e onde se fixam, na superfície subcutânea de seu leito imperscrutável e escuro, iluminando em reflexo pálido, as profundezas abissais que os sonhos povoam de luzes fantasmagóricas e seres luminescentes, quais pirilampos do mar, acendendo e apagando os semáforos aquando de qualquer incursão desavisada e surpresa.
Surpresas reservavam-nas essas cavernas secretas, que escavaram na rocha maleável as identidades cristalinas e multifacetadas que recuam aos tempos em que os jurássicos sáurios passeavam, assobiando para o lado, por entre as florestas laurissilvas já extintas, que ainda nos restam alguns embotados neurónios, perfazendo a ligação sináptica que os une, local de refúgio de criaturas mágicas e tão esquecidas como invisíveis aos habitantes da superfície, cegos para realidades que lhes escapam como água límpida por entre negros dedos.
Ressoam ainda, nas memórias lentas dos idosos da aldeia, aspectos e circuitos lendários, onde se cruzam histórias de piratas mouros, um ou outro cruel drakkar perdido, ou a aportagem à costa dos navios atlantes que fugiam do derradeiro cataclismo. Contam ainda, em noites de fogueira acesa e amena cavaqueira regada a garrafão, que moiras encantadas ainda correm, meio desnudas, meio vestidas com túnicas que se transparecem e dissolvem em dias de chuva intensa, ou voam, aquando das nortadas, como se, penduradas nos penhascos debruçados sobre a espuma do mar, ajudassem a força das marés a derrubar estes Golias que esculpem a costa como poetas românticos escorrem a pena cansada no papiro sedento do negro perfumado da tinta.
Assim como assim, diziam, entredentes, as jovens que passeavam, perfumadas e vistosas, enquanto observavam os mergulhões que afunilavam, descendentes, chapeando alegre e violentamente sobre os cardumes inocentes e distraídos, logo se elevando, com fitas prateadas tremelicando, largando gotas de sal líquido, chovendo-as como em breve despedida: «mesmo quando não há nada a dizer ainda muito se pode escrever.»
quinta-feira, 23 de junho de 2011
Respostas na Ponta da Língua- Parte I
Singelas contribuições de um Livreiro XYZ para usufruto e gáudio da Srª Drª Engª Arqª Paisagista, Juíza Desembargadora da Comarca dos Algarves de Além e Aquém-Mar.
Os presentes excertos são fruto de uma árvore que continua a produzir, com sementes, pérolas, o que não faz da árvore ostra por causa disso.
Denominadamente «Resposta na Ponta da Língua» é um mecanismo de apoio à cultura e parte da premissa verdadeira da má compreensão do funcionamento e fenómeno linguístico presente, seguido por um manual de terminologia técnica tão cara ao livreiro actual e moderno.
Parto do princípio, e este não está inserido propriamente no tema que a Livreira explora, de já lhe terem colocado as perguntas abaixo, que é o que intitulo Fenomenologia do café…
- O senhor, é café?
- Não. Sou, neste caso, Livreiro XYZ, ainda pensei em tirar o curso, mas as vagas estavam torradas…
Ou
- O café é normal?
- Porquê? Tem cafés malucos?
Assim, passemos ao assunto propriamente dito, em causa, voltando à vaca fria, antes que aqueça…
- Terminologias de apoio à gestão do conhecimento, tendo por base a Física iónica:
O livreiro português necessita de homologar e uniformizar o se vocabulário, mais ou menos da maneira proposta abaixo:
O livreiro, quando na base de dados, denominado como Portal (aposta New Age esotérica para catálogo) não surge resposta à sua pesquisa, vai ao Cusco (Google), ou ao Wok, (tipo de frigideira oriental) afim de reunir melhores informações. Encontra o que quer, lê o Iene (porque o livreiro actualiza a sua informação bolsista com frequência) através do sacana (scanner) que é como o pirú, embora alguns sejam apenas malcriadões e fazem só beep.
Por vezes, devido ao processamento do computador ser ainda neolítico, o livreiro pode utilizar outras formas de proceder mais rapidamente à pesquisa pelo tamborilar dos dedos no balcão, ou através de uns pedais estrategicamente colocados, afim de emprestarem maior fluidez na comunicação intertétrica. Por vezes, chega a ser esotérmico o tempo de espera, o que pode salientar, observando, que a informação vem do Além. Carvão e outros combustíveis fósseis, pela má atmosfera que criam, tendem a ser suplantados por técnicas mais verdes e sustentáveis, como, por exemplo, o remo.
Quando o rato, inadvertidamente, cai do balcão, deixa de ser rato. Evoluiu para morcego.
Quando chega à parte final do processo, a venda,, o Livreiro experimenta uma técnica que só dá resultado atrás do balcão. Quando o livreiro pede dinheiro (e passamos dias a fazê-lo, e as pessoas, ainda por cima, dão) Se, no exterior, o tentar, poderá ouvir frases desagradáveis. E o livreiro ainda chega a ser inconveniente e demais curioso, pergunta se é para oferecer, se quer talão de troca, entre outras inconfidências e coscuvilhices afins, como, se pode facilitar o troco e perguntas inconvenientes do género..
Aceita-se actualmente quase todos os tipos de pagamento, apenas excluindo o pagamento em galinhas ou coelhos, por falta de espaço para os acomodar, mas por vezes, utilizando cartões bancários, pode-se pagar através de batata frita (chip), e se o pagamento demora a ser efectuado, pode-se sempre perguntar se as batatas são d’hoje, ou alegar-se que o óleo está a aquecer…
Quando o livreiro procura um livro, pode utilizar técnicas incomuns, nas quais o assobiar a ver se eles aparecem, ou fazer como o Roberto Benigni no filme «A Vida é Bela», para lhes chamar à atenção, aquele gesto digital em que os livros são hipnotizados e respondem, latindo, se estiverem bem amestrados.
Há livreiros que arrumam bem os livros com isqueiro, outros fazem um grande chiqueiro, outros há que deitam o cheiro de quem não vê chuveiro (eu gosto de rimar, não são observações pessoais sobre ninguém em particular.)
Em situações limite, o livreiro pode optar pela técnica de venda que nomeio como venda surpresa:
Após dedicar uma boa parte de hora a sugerir livros de inagualável valor literário, o cliente opta por escolher um entre dois ou três que não tinham sido incluídos no lote anteriormente exposto. Qualquer livreiro menos experiente poderia não achar piadinha nenhuma a que a sua opinião fosse tão mal aproveitada e poderia amuar, ou assim... Não poderá ser. Para evitar cair em excessos, a técnica passa por escrever os títulos nuns papelinhos, baralhar atrás das costas e pedir para que o cliente em causa escolha à sorte. Ofereça um livro com sorteio leva-nos a toda uma nova era de fazer comércio, no qual o elemento lúdico se envolve. E, se a clientela se dá bem assim, é o que interessa. Reclamações só aceito nos dias em que estou de folga.
E por falar na folga, é para lá que vou agora.
À prochainne, com outras aventuras
Os presentes excertos são fruto de uma árvore que continua a produzir, com sementes, pérolas, o que não faz da árvore ostra por causa disso.
Denominadamente «Resposta na Ponta da Língua» é um mecanismo de apoio à cultura e parte da premissa verdadeira da má compreensão do funcionamento e fenómeno linguístico presente, seguido por um manual de terminologia técnica tão cara ao livreiro actual e moderno.
Parto do princípio, e este não está inserido propriamente no tema que a Livreira explora, de já lhe terem colocado as perguntas abaixo, que é o que intitulo Fenomenologia do café…
- O senhor, é café?
- Não. Sou, neste caso, Livreiro XYZ, ainda pensei em tirar o curso, mas as vagas estavam torradas…
Ou
- O café é normal?
- Porquê? Tem cafés malucos?
Assim, passemos ao assunto propriamente dito, em causa, voltando à vaca fria, antes que aqueça…
- Terminologias de apoio à gestão do conhecimento, tendo por base a Física iónica:
O livreiro português necessita de homologar e uniformizar o se vocabulário, mais ou menos da maneira proposta abaixo:
O livreiro, quando na base de dados, denominado como Portal (aposta New Age esotérica para catálogo) não surge resposta à sua pesquisa, vai ao Cusco (Google), ou ao Wok, (tipo de frigideira oriental) afim de reunir melhores informações. Encontra o que quer, lê o Iene (porque o livreiro actualiza a sua informação bolsista com frequência) através do sacana (scanner) que é como o pirú, embora alguns sejam apenas malcriadões e fazem só beep.
Por vezes, devido ao processamento do computador ser ainda neolítico, o livreiro pode utilizar outras formas de proceder mais rapidamente à pesquisa pelo tamborilar dos dedos no balcão, ou através de uns pedais estrategicamente colocados, afim de emprestarem maior fluidez na comunicação intertétrica. Por vezes, chega a ser esotérmico o tempo de espera, o que pode salientar, observando, que a informação vem do Além. Carvão e outros combustíveis fósseis, pela má atmosfera que criam, tendem a ser suplantados por técnicas mais verdes e sustentáveis, como, por exemplo, o remo.
Quando o rato, inadvertidamente, cai do balcão, deixa de ser rato. Evoluiu para morcego.
Quando chega à parte final do processo, a venda,, o Livreiro experimenta uma técnica que só dá resultado atrás do balcão. Quando o livreiro pede dinheiro (e passamos dias a fazê-lo, e as pessoas, ainda por cima, dão) Se, no exterior, o tentar, poderá ouvir frases desagradáveis. E o livreiro ainda chega a ser inconveniente e demais curioso, pergunta se é para oferecer, se quer talão de troca, entre outras inconfidências e coscuvilhices afins, como, se pode facilitar o troco e perguntas inconvenientes do género..
Aceita-se actualmente quase todos os tipos de pagamento, apenas excluindo o pagamento em galinhas ou coelhos, por falta de espaço para os acomodar, mas por vezes, utilizando cartões bancários, pode-se pagar através de batata frita (chip), e se o pagamento demora a ser efectuado, pode-se sempre perguntar se as batatas são d’hoje, ou alegar-se que o óleo está a aquecer…
Quando o livreiro procura um livro, pode utilizar técnicas incomuns, nas quais o assobiar a ver se eles aparecem, ou fazer como o Roberto Benigni no filme «A Vida é Bela», para lhes chamar à atenção, aquele gesto digital em que os livros são hipnotizados e respondem, latindo, se estiverem bem amestrados.
Há livreiros que arrumam bem os livros com isqueiro, outros fazem um grande chiqueiro, outros há que deitam o cheiro de quem não vê chuveiro (eu gosto de rimar, não são observações pessoais sobre ninguém em particular.)
Em situações limite, o livreiro pode optar pela técnica de venda que nomeio como venda surpresa:
Após dedicar uma boa parte de hora a sugerir livros de inagualável valor literário, o cliente opta por escolher um entre dois ou três que não tinham sido incluídos no lote anteriormente exposto. Qualquer livreiro menos experiente poderia não achar piadinha nenhuma a que a sua opinião fosse tão mal aproveitada e poderia amuar, ou assim... Não poderá ser. Para evitar cair em excessos, a técnica passa por escrever os títulos nuns papelinhos, baralhar atrás das costas e pedir para que o cliente em causa escolha à sorte. Ofereça um livro com sorteio leva-nos a toda uma nova era de fazer comércio, no qual o elemento lúdico se envolve. E, se a clientela se dá bem assim, é o que interessa. Reclamações só aceito nos dias em que estou de folga.
E por falar na folga, é para lá que vou agora.
À prochainne, com outras aventuras
segunda-feira, 20 de junho de 2011
Temos de começar a ser mais gregos, mais espanhois e menos capados
Tendo em consideração uma fulcral falta de ética de relação entre as diversas nações que perfilharam a Moeda Única, apenas quando o colosso franco-germânico se vê na iminência de arcar com as consequeências de uma política monetária mal estruturada, é que se decide acordar para a realidade crua dos factos, malhando à esquerda e à direita, pelo Sul afora, prestando contas a quem não sabe do dinheiro que não viu. Especula.
Se a Grécia viciou os dados durante anos, apresentando uma pílula dourada enquanto abusava da engenharia criativa financeira para tapar os buracos orçamentais, significa que a regulação tem falhado, fruto de uma teoria errada que afirma que o Mercado é o seu melhor regulamentador. Faccioso e inepto, este argumento que retira a democracia e o Direito ao cidadão para o colocar de bandeja nas mãos de investidores sem escrúpulos, que não querem perder o resultado das suas especulações, mesmo quando baseados em princípios de ódio e apelando ao incumprimento.
Desde o início, por uma estratégia de criar uma moeda forte, o marco marcou a sua posição alicerçada no seu valor cambial, sem precaver o crescimento futuro da moeda e impossibilitando o mesmo, Portugal, assim como outros países sofreram e sofrem, desde essa altura, as incongruências desta moeda, criada apenas para atestar a superioridade da europa central face à Europa do Sul, em vez de ter criado uma harmonização das divisas europeias, e alcançando um meio termo previamente acordado, exigiu assim uma moeda artificial, férrea e estéril, que não consegue ganhar competitividade face ao dólar, devido a estas assimetrias, criadas e mantidas durante estes anos. Em Portugal, como se tem visto, nada se tem ganho com esta moeda, e o mesmo pode ser comprovado quotidianamente, basta atentar ao que antes se fazia com 100 contos e o que hoje se faz com os mesmos 500€.
Enquanto o povo que trabalha não se unir, a nível europeu, asiático, americano, africano e se recusar globalmente a contribuir para uma sociedade que cospe neles, no seu trabalho, que maltrata seus pais e avós e espezinha os seus descendentes, continuaremos a rumar para um fascismo social cada vez mais exarcebado, assente na falocracia misógina e xenófoba, fruto de uma pseudo humanidade de cordel.
Se a Grécia viciou os dados durante anos, apresentando uma pílula dourada enquanto abusava da engenharia criativa financeira para tapar os buracos orçamentais, significa que a regulação tem falhado, fruto de uma teoria errada que afirma que o Mercado é o seu melhor regulamentador. Faccioso e inepto, este argumento que retira a democracia e o Direito ao cidadão para o colocar de bandeja nas mãos de investidores sem escrúpulos, que não querem perder o resultado das suas especulações, mesmo quando baseados em princípios de ódio e apelando ao incumprimento.
Desde o início, por uma estratégia de criar uma moeda forte, o marco marcou a sua posição alicerçada no seu valor cambial, sem precaver o crescimento futuro da moeda e impossibilitando o mesmo, Portugal, assim como outros países sofreram e sofrem, desde essa altura, as incongruências desta moeda, criada apenas para atestar a superioridade da europa central face à Europa do Sul, em vez de ter criado uma harmonização das divisas europeias, e alcançando um meio termo previamente acordado, exigiu assim uma moeda artificial, férrea e estéril, que não consegue ganhar competitividade face ao dólar, devido a estas assimetrias, criadas e mantidas durante estes anos. Em Portugal, como se tem visto, nada se tem ganho com esta moeda, e o mesmo pode ser comprovado quotidianamente, basta atentar ao que antes se fazia com 100 contos e o que hoje se faz com os mesmos 500€.
Enquanto o povo que trabalha não se unir, a nível europeu, asiático, americano, africano e se recusar globalmente a contribuir para uma sociedade que cospe neles, no seu trabalho, que maltrata seus pais e avós e espezinha os seus descendentes, continuaremos a rumar para um fascismo social cada vez mais exarcebado, assente na falocracia misógina e xenófoba, fruto de uma pseudo humanidade de cordel.
quinta-feira, 16 de junho de 2011
No Camões com um prato de camarões
Como está bonita, hoje, sua montra, relampeja prados floridos em suaves nuances algodoríferas e singulares. Bons olhos a vejam, que meus são, e rebrilham de cada vez que o sol se ergue, detrás de Santa Luzia, de palmas levantada.
Ondina que sobe a calçada, de vontade fintada, por uma sílfide encantada.
As moiras, encantadas, no Castelo dançam, ocultas no halo que sopra, desde a aurora dos Tempos revela, que é por ela, que o rio beija marés no cais das Colunas.
Um Caminheiro arrepia caminho, entre o Carmo e a Trindade, bebe um copo com o Fernando, o Álvaro, ou o Bernardo, nunca sabe bem quem ele escolhe, a cada dia, hora ou estação, enquanto apreende o rumar dos navios no ressoar das gaivotas apresentando-se no rasgo de paisagem vertical.
Um pombo esvoaça e leva a carcaça, foi trapaça, foi trapaça.
No tom terra que sobressai das alvas matinas, coberta com a displicência do barro diluído na Luz que se espelha no Tejo, ergue-se a voz que elabora dos fados, trinados.
O Poeta, sentado sobre o horizonte diagonal de uma calçada, recorda a entrada, e sobre a caniçada ergue seu canto rouco e rompante do alto da estátua equestre mais próxima, ou saltita entre rinocerontes e elefantes, abraça seios marmóreos de ninfas e deidades e suspende, no fio límpido de uma linha, a realidade focal, como quem conta estrelas em noite de eclipse.
Pesquisar tua face na elipse de uma brisa galvanizadora que fura no trânsito, entre as postas azuis dos carros que se empurram na estrada, ziguezagueando por entre as copas floridas e os ramos que projectam as suas dóceis sombras na superfície do lago tranquilo, por onde cisnes da cor da madrugada limpam as asas e passeiam, indolentes, alheios aos barquinhos abandonados numa margem erma e sossegada, fruto da incúria e do desleixo.
Casais despem-se nas artérias pedonais movimentando-se numa dança pausada, sulcando a superfície com um rasto amarelo de azul.
Depois o sol encaminhou-se, lentamente, para o ocaso, e no último momento, antes de desaparecer, lá longe, após o Oceano que nos separa, guardou o último fotão e, sorrindo, disse:
- Vejo-te amanhã…
Ondina que sobe a calçada, de vontade fintada, por uma sílfide encantada.
As moiras, encantadas, no Castelo dançam, ocultas no halo que sopra, desde a aurora dos Tempos revela, que é por ela, que o rio beija marés no cais das Colunas.
Um Caminheiro arrepia caminho, entre o Carmo e a Trindade, bebe um copo com o Fernando, o Álvaro, ou o Bernardo, nunca sabe bem quem ele escolhe, a cada dia, hora ou estação, enquanto apreende o rumar dos navios no ressoar das gaivotas apresentando-se no rasgo de paisagem vertical.
Um pombo esvoaça e leva a carcaça, foi trapaça, foi trapaça.
No tom terra que sobressai das alvas matinas, coberta com a displicência do barro diluído na Luz que se espelha no Tejo, ergue-se a voz que elabora dos fados, trinados.
O Poeta, sentado sobre o horizonte diagonal de uma calçada, recorda a entrada, e sobre a caniçada ergue seu canto rouco e rompante do alto da estátua equestre mais próxima, ou saltita entre rinocerontes e elefantes, abraça seios marmóreos de ninfas e deidades e suspende, no fio límpido de uma linha, a realidade focal, como quem conta estrelas em noite de eclipse.
Pesquisar tua face na elipse de uma brisa galvanizadora que fura no trânsito, entre as postas azuis dos carros que se empurram na estrada, ziguezagueando por entre as copas floridas e os ramos que projectam as suas dóceis sombras na superfície do lago tranquilo, por onde cisnes da cor da madrugada limpam as asas e passeiam, indolentes, alheios aos barquinhos abandonados numa margem erma e sossegada, fruto da incúria e do desleixo.
Casais despem-se nas artérias pedonais movimentando-se numa dança pausada, sulcando a superfície com um rasto amarelo de azul.
Depois o sol encaminhou-se, lentamente, para o ocaso, e no último momento, antes de desaparecer, lá longe, após o Oceano que nos separa, guardou o último fotão e, sorrindo, disse:
- Vejo-te amanhã…
segunda-feira, 13 de junho de 2011
Ébanidae
Indubitavelmente, a conclusão do facto acercou-se-me como um abismo que se abre, rasgando céu e terra, engolindo a realidade aos ombros da sua singela certeza, e esse contexto reafirmou-se pela manhã, ao fresquinho, entre o chilreio beatífico dos melros e dois aros luminescentes, que sondavam sob a copa dos abetos, acordando os pequenos seres adormecidos na bruma orvalhada e perfumada, gotículas de luz líquida que dos ramos pendiam, em subtis e musgosos braços aquiescentes e silenciosos.
E se, porventura, a reacção pretendida não fora a seguida, invariável o ziguezaguear da consciência, furtando-se a adormecer, na passagem de um obstáculo material e pétreo, escavado na rocha ígnea que brotara, haviam milénios, da superfície conturbada do oceano, primeiro em explosões violentas, depois em suaves golfejos e pequenas porções dessa substância moldável pelo contacto com o frio, prenhes de substâncias secretas e bem escondidas no âmago magmático do planeta, induzido pela sua criatividade mineral e viva. Desconhecem-se ainda as intenções que esta consciência primeva constrói, pois que a capacidade de influenciar a manifestação de sua identidade na realidade, imprime o seu cunho pessoal, demonstrativo da vontade que o anima, e os desejos ambíguos do qual o ser se alimenta, na contínua luta que se desenrola no interior de todos os seres.
A vida de espermatozóide é tão absorvente que, após a fusão com o óvulo conquistado, permanentemente nada anda corre salta, constrói, pões pisca, tira pisca, move-se, caminha, sobe e desce, materializa no universo a rota e o trilho, e na duplicidade triunificada que o compõe, reconhecendo os elementos que em si se conjugam para realizar esse milagre orgânico e puro, e no entanto tão viral, como se a vida fosse contagiosa na sua proporção colonizadora do hospedeiro.
Daí o profícuo desenvolvimento humano acompanhado com a míriade de seres que a ele foi sobrevivendo, por inutilidade desprezo ou exploração, quando assente na ânsia conquistadora e baseando-se na relação competitiva entre si e entre os diversos entes que habitam o seu habitat natural, se torna em si parasitária, aniquilando ora lenta, ora rapidamente, o seu hospedeiro, inofensivo e incauto, evoluindo como uma teia que absorve a Luz e a Vida, espalhando uma quantidade esdrúxula de objectos fúteis e impertinentes, deixando no seu rasto o produto da sua replicação, uma cauda de lixos vários e insanos que reflectem os fotões que nos bombeiam, desde o sol, atravessando o cosmos desde que era ainda um pequeno caos.
Assim compreendi a razão do azul celeste ser mais leve que o de teus olhos, e o seu sabor, mais inefável que o sabor ceregino de teus quentes lábios, até porque não são cien os teus olhos, nem rubro teu beijar.
E se, porventura, a reacção pretendida não fora a seguida, invariável o ziguezaguear da consciência, furtando-se a adormecer, na passagem de um obstáculo material e pétreo, escavado na rocha ígnea que brotara, haviam milénios, da superfície conturbada do oceano, primeiro em explosões violentas, depois em suaves golfejos e pequenas porções dessa substância moldável pelo contacto com o frio, prenhes de substâncias secretas e bem escondidas no âmago magmático do planeta, induzido pela sua criatividade mineral e viva. Desconhecem-se ainda as intenções que esta consciência primeva constrói, pois que a capacidade de influenciar a manifestação de sua identidade na realidade, imprime o seu cunho pessoal, demonstrativo da vontade que o anima, e os desejos ambíguos do qual o ser se alimenta, na contínua luta que se desenrola no interior de todos os seres.
A vida de espermatozóide é tão absorvente que, após a fusão com o óvulo conquistado, permanentemente nada anda corre salta, constrói, pões pisca, tira pisca, move-se, caminha, sobe e desce, materializa no universo a rota e o trilho, e na duplicidade triunificada que o compõe, reconhecendo os elementos que em si se conjugam para realizar esse milagre orgânico e puro, e no entanto tão viral, como se a vida fosse contagiosa na sua proporção colonizadora do hospedeiro.
Daí o profícuo desenvolvimento humano acompanhado com a míriade de seres que a ele foi sobrevivendo, por inutilidade desprezo ou exploração, quando assente na ânsia conquistadora e baseando-se na relação competitiva entre si e entre os diversos entes que habitam o seu habitat natural, se torna em si parasitária, aniquilando ora lenta, ora rapidamente, o seu hospedeiro, inofensivo e incauto, evoluindo como uma teia que absorve a Luz e a Vida, espalhando uma quantidade esdrúxula de objectos fúteis e impertinentes, deixando no seu rasto o produto da sua replicação, uma cauda de lixos vários e insanos que reflectem os fotões que nos bombeiam, desde o sol, atravessando o cosmos desde que era ainda um pequeno caos.
Assim compreendi a razão do azul celeste ser mais leve que o de teus olhos, e o seu sabor, mais inefável que o sabor ceregino de teus quentes lábios, até porque não são cien os teus olhos, nem rubro teu beijar.
segunda-feira, 6 de junho de 2011
BORDA FORA
Fizeram-se as contas e quem ganhou, já é…
De facto, estas eleições foram um passo importantíssimo para todos os desempregados de longa duração, calões e inertes, ineficientes, incompetentes e mentirosos.
Pois é… Pois que ganhou quem começou a trabalhar aos 40 anos, dando uma nova concepção ao «começar por baixo», como Administrador e Director de Empresas parasitárias do erário público, via um seu bom amigo e co-partidário. Já muitos de nós não conseguíamos passar tantos anos das nossas vidas sem sustento, tirando certas juventudes político-partidárias, em que o trabalho continua a sujar, a ser malvisto e, pior, mal pago, e é-o, pelo menos para o comum dos mortais que pensa pelo mérito chegar onde só a cunha possibilita de entrar..
Então o nosso novo PM, em vez de ir para o MacDonalds, como muito boa gente, não. Garante cargos directivos numa chusma de empresas e, em 4 anos de esforço hercúleo, atinge o poiso, tacho, poleiro, que cedo irá tomar posse, pois que não se pode deixar distrair. Ganhou a um outro valente trabalhador e engenheiro das obras feitas ou de Domingo, que não era mentiroso, como acima recorrentemente admiti, mas sim, optimista. E muito, tanto que passa por mentira as falas que atira.
O resultado não deixa dúvidas. Querem que eu me vá embora e não fazem a coisa por menos. É só fascistas no Parlamento na próxima legislatura. O patrão agradece. Já o trabalhador, esse, estremece, ou devia estremecer, pois, a não ser que espere recompensas por ter assinalado os partidos troikianos, há-de pagar bem caro pela sua votação e, vistas bem as coisas, mais cedo que tarde, vamos ser vendidos ao desbarato por estes democratas e pronto, mostram-nos com quantos paus se faz uma jangada e lá iremos nós, qual jangada de merda, oceano fora, até nos afogarmos completamente. Antes afogado no mar, que em dívidas, digo, porque prefiro os tubarões esqualos que os financeiros.
Por essas e por outras, ou como diz o boneco, «por motivos», alguns até posso confirmar, mais alheios que outros, já reuni pertences e presentes, paguei as contas e fechei as outras e comecei, desde já, a recolher garrafões de plástico de 5 litros para fazer de flutuadores, e juntar-lhes-ei, posteriormente, uns caniços e outros materiais lenhosos, para fazer de base à tenda modelo Huck Finn, assente sobre uma jangada a pedal (que o combustível está pela hora da morte) e c’est ça! Lá irei eu, pelo sunset, a ver se pesco qualquer coisinha, ou então ser arrebanhado por um arrastão espanhol com licença de pesca exclusiva nas nossas águas territoriais.
O resultado está à vista, a fuga de cérebros nos últimos anos tem sido tanta, que poucos cá ficaram para endireitar este país tão belo e com tanta gente de treta, tão bem fornecido de formosas donzelas como de aldrabões e pantomineiros.
E assim, que os deuses nos acudam, a nós, que a nós não nos acudimos- Novas Oportunidades à parte, como a salada, novas ou velhas serão as folhas das mesmas e os trapos, o percurso do senhor não é para todos e pelo exposto, não me admira a sua grandiloquente sobranceria, esse sodomizado, oferecendo enxadas a quem o manda trabalhar. Pudera, para o trabalho não se vai assim, e transparências só serão necessárias quando aos outros se apontam defeitos. Os deles, esses, «que faça muito com ele,» fdp, corno de e-coli, ou bactéria fecal, como quiserem.
Há-de o digníssimo vir ter comigo (34 anos, vê lá bem, que ainda consigo tirar o curso antes de ti, endrominador), 40 horas semanais multiplicadas por 10 anos (consegues ir tão longe a Matemática??? Olha que contar pelos dedos não conta, porque estás ainda habituado a chuchar neles, a partir d'agora, suga-nos a nós.) e sem saír da cêpa torta, sujo e mal pago, suado e com as pernas feitas em trolóró, que ainda tenho força nelas para, de uma só vez, arremeter em leilão de hasta pública um valente pontapé nos Tintins por Tintins.
Porco Pedante Chulo PPC P Passos Cu no joelho
De facto, estas eleições foram um passo importantíssimo para todos os desempregados de longa duração, calões e inertes, ineficientes, incompetentes e mentirosos.
Pois é… Pois que ganhou quem começou a trabalhar aos 40 anos, dando uma nova concepção ao «começar por baixo», como Administrador e Director de Empresas parasitárias do erário público, via um seu bom amigo e co-partidário. Já muitos de nós não conseguíamos passar tantos anos das nossas vidas sem sustento, tirando certas juventudes político-partidárias, em que o trabalho continua a sujar, a ser malvisto e, pior, mal pago, e é-o, pelo menos para o comum dos mortais que pensa pelo mérito chegar onde só a cunha possibilita de entrar..
Então o nosso novo PM, em vez de ir para o MacDonalds, como muito boa gente, não. Garante cargos directivos numa chusma de empresas e, em 4 anos de esforço hercúleo, atinge o poiso, tacho, poleiro, que cedo irá tomar posse, pois que não se pode deixar distrair. Ganhou a um outro valente trabalhador e engenheiro das obras feitas ou de Domingo, que não era mentiroso, como acima recorrentemente admiti, mas sim, optimista. E muito, tanto que passa por mentira as falas que atira.
O resultado não deixa dúvidas. Querem que eu me vá embora e não fazem a coisa por menos. É só fascistas no Parlamento na próxima legislatura. O patrão agradece. Já o trabalhador, esse, estremece, ou devia estremecer, pois, a não ser que espere recompensas por ter assinalado os partidos troikianos, há-de pagar bem caro pela sua votação e, vistas bem as coisas, mais cedo que tarde, vamos ser vendidos ao desbarato por estes democratas e pronto, mostram-nos com quantos paus se faz uma jangada e lá iremos nós, qual jangada de merda, oceano fora, até nos afogarmos completamente. Antes afogado no mar, que em dívidas, digo, porque prefiro os tubarões esqualos que os financeiros.
Por essas e por outras, ou como diz o boneco, «por motivos», alguns até posso confirmar, mais alheios que outros, já reuni pertences e presentes, paguei as contas e fechei as outras e comecei, desde já, a recolher garrafões de plástico de 5 litros para fazer de flutuadores, e juntar-lhes-ei, posteriormente, uns caniços e outros materiais lenhosos, para fazer de base à tenda modelo Huck Finn, assente sobre uma jangada a pedal (que o combustível está pela hora da morte) e c’est ça! Lá irei eu, pelo sunset, a ver se pesco qualquer coisinha, ou então ser arrebanhado por um arrastão espanhol com licença de pesca exclusiva nas nossas águas territoriais.
O resultado está à vista, a fuga de cérebros nos últimos anos tem sido tanta, que poucos cá ficaram para endireitar este país tão belo e com tanta gente de treta, tão bem fornecido de formosas donzelas como de aldrabões e pantomineiros.
E assim, que os deuses nos acudam, a nós, que a nós não nos acudimos- Novas Oportunidades à parte, como a salada, novas ou velhas serão as folhas das mesmas e os trapos, o percurso do senhor não é para todos e pelo exposto, não me admira a sua grandiloquente sobranceria, esse sodomizado, oferecendo enxadas a quem o manda trabalhar. Pudera, para o trabalho não se vai assim, e transparências só serão necessárias quando aos outros se apontam defeitos. Os deles, esses, «que faça muito com ele,» fdp, corno de e-coli, ou bactéria fecal, como quiserem.
Há-de o digníssimo vir ter comigo (34 anos, vê lá bem, que ainda consigo tirar o curso antes de ti, endrominador), 40 horas semanais multiplicadas por 10 anos (consegues ir tão longe a Matemática??? Olha que contar pelos dedos não conta, porque estás ainda habituado a chuchar neles, a partir d'agora, suga-nos a nós.) e sem saír da cêpa torta, sujo e mal pago, suado e com as pernas feitas em trolóró, que ainda tenho força nelas para, de uma só vez, arremeter em leilão de hasta pública um valente pontapé nos Tintins por Tintins.
Porco Pedante Chulo PPC P Passos Cu no joelho
sábado, 4 de junho de 2011
IN SU LAR
Ilhas somos todos nós, em nós mesmos e entre nós fluem oceanos de diversificadas origens e composições, em correntes líquidas multicromáticas com o único Destino de cercar as pequenas protuberâncias que riscam sua superfície aquosa e geralmente arranham quem por lá nade apenas com atenção à possível barbatana de tubarão ou migração do camarão.
Náufragos somos todos nós, deambulando por essas praias desertas, de areia branca e tão pura como sem rugas como as ondas com que os oceanos lambem as feridas da terra. Náufragos de nós mesmos, que nos perdemos e por vezes reencontramos, em fragmentos, que reconhecemos nos intentos dos outros, quando os outros são navios sem luzes e de bandeiras caladas, à noite dos escolhos afiados como dentes de lobos famintos, que caçam, lupinos, em matilhas uivantes na ponta esfarrapada do vento suão.
E as ilhas vão crescendo… aqui tu, ali a casa, acolá o bairro, ilhas fechadas sobre si e abertas ao universo como asas de qualquer estorninho que, devagarinho, canta timidamente (mal parece) a Primavera que lhe corre nas guelras, e trina sem tino alheio ao dobrar do sino.
Ponteiam países nos istmos e penínsulas vertem-se até aos mediterrâneos das nossas origens, Ah! Grécia que te asfixiam, Ah! Portugal que te escamam... Entre Cádis e o Nilo, descendo em escalas musicais infindas, brotam afloramentos rochosos, pilhas, rochas dos mares paridas, em fumo, com lava, entre placas, camadas, tectónicas várias, demarcando as fronteiras cambiantes das marés entre a amaragem dos marinheiros e sua sã camaradagem.
E não seremos todos náufragos despertos em ilhas fantasma, brumosas e de densidade invariável, fincando na realidade as ganas sensoriais que inusitamos de manhã à noite?
E não me chameis David, pois não conhecem o meu Croquete, pastel de bacalhau ou chamussa, e que ninguém me chama Jorgette, qual Juliette, em tête à tête, porque não perdi nada durante a noite.
Há ilhas que aos anos sete, lhes dão uma biciclete, noutras, uma AK47, e como a isso o assunto se arremete, que exercício marcial intenso a invasão por um Estado militarista de ambição imperial por territórios tribais defendidos com a garra de quem pertence à terra, quem foi arrancado da terra em partos dolorosos e secos, agreste a sina de quem se semeia nos espinhaços arbustivos da realidade.
O que para uns é frete, para outros, promete, e há coisas que não deviam sair da sua retrete. Assim, todos somos nómadas por vocação e sedentários por necessidade, daí a raiz urbana que na idade da cidade que percorre, descobre a cada esquina o Bojador dos Labirintos construídos, quais rotas de naus a caminho das Índias, por entre becos e vielas, atravessados por uma luz dourada e radiante no ocaso hidromel.
Noutras ilhas pode-se matar com pistola ou carro aos 16, mas beber uma cervejinha só com 18, mas com um cacete, eu nem sei onde se mete que faz tanta treta e a repete, pois sempre tudo ao vazio remete, quando a alma se não repete.
Não será a Terra uma ilha imersa na noite que a transporta, ilha flutuante, filha ululante, arriba que se debate com o mar espumoso, canhões troando spray salino pela costa, cabos e dedos enregelando-se nas madrugadas avassaladoras e nebulosas, como castelos, fortalezas etéreas nubentes com as rochosas amuradas, redundâncias insólitas prenhes de realidades equidistantes no seu cerne submerso e adormecido.
Reconcilia-se a identidade da ilha de acordo com o conhecimento científico actual como superfície gravitacional rodeada por fluído líquido por todos os lados excepto dois, que serão do seu lado superior e o que se entende como lado inferior, ambos bastante importantes para diversos quadros equacionais fruto de investigações de âmbitos diversos em amplos universos, que, assim como que estando e agindo em sua casa, reagindo às múltiplas existências por vezes como uma alergia expansiva, outras como uma pneumonia retractiva, assim como a Economia que retrai sempre para o mesmo lado, que é o oposto do lado para onde pende o capital, quando cresce, como uma balança desregulada que subtrai à Humanidade a sua ínfima ilhota e remota insularidade que composta em seus mosaicos elementos, respiram e pensam no mesmo oceano existencial
Náufragos somos todos nós, deambulando por essas praias desertas, de areia branca e tão pura como sem rugas como as ondas com que os oceanos lambem as feridas da terra. Náufragos de nós mesmos, que nos perdemos e por vezes reencontramos, em fragmentos, que reconhecemos nos intentos dos outros, quando os outros são navios sem luzes e de bandeiras caladas, à noite dos escolhos afiados como dentes de lobos famintos, que caçam, lupinos, em matilhas uivantes na ponta esfarrapada do vento suão.
E as ilhas vão crescendo… aqui tu, ali a casa, acolá o bairro, ilhas fechadas sobre si e abertas ao universo como asas de qualquer estorninho que, devagarinho, canta timidamente (mal parece) a Primavera que lhe corre nas guelras, e trina sem tino alheio ao dobrar do sino.
Ponteiam países nos istmos e penínsulas vertem-se até aos mediterrâneos das nossas origens, Ah! Grécia que te asfixiam, Ah! Portugal que te escamam... Entre Cádis e o Nilo, descendo em escalas musicais infindas, brotam afloramentos rochosos, pilhas, rochas dos mares paridas, em fumo, com lava, entre placas, camadas, tectónicas várias, demarcando as fronteiras cambiantes das marés entre a amaragem dos marinheiros e sua sã camaradagem.
E não seremos todos náufragos despertos em ilhas fantasma, brumosas e de densidade invariável, fincando na realidade as ganas sensoriais que inusitamos de manhã à noite?
E não me chameis David, pois não conhecem o meu Croquete, pastel de bacalhau ou chamussa, e que ninguém me chama Jorgette, qual Juliette, em tête à tête, porque não perdi nada durante a noite.
Há ilhas que aos anos sete, lhes dão uma biciclete, noutras, uma AK47, e como a isso o assunto se arremete, que exercício marcial intenso a invasão por um Estado militarista de ambição imperial por territórios tribais defendidos com a garra de quem pertence à terra, quem foi arrancado da terra em partos dolorosos e secos, agreste a sina de quem se semeia nos espinhaços arbustivos da realidade.
O que para uns é frete, para outros, promete, e há coisas que não deviam sair da sua retrete. Assim, todos somos nómadas por vocação e sedentários por necessidade, daí a raiz urbana que na idade da cidade que percorre, descobre a cada esquina o Bojador dos Labirintos construídos, quais rotas de naus a caminho das Índias, por entre becos e vielas, atravessados por uma luz dourada e radiante no ocaso hidromel.
Noutras ilhas pode-se matar com pistola ou carro aos 16, mas beber uma cervejinha só com 18, mas com um cacete, eu nem sei onde se mete que faz tanta treta e a repete, pois sempre tudo ao vazio remete, quando a alma se não repete.
Não será a Terra uma ilha imersa na noite que a transporta, ilha flutuante, filha ululante, arriba que se debate com o mar espumoso, canhões troando spray salino pela costa, cabos e dedos enregelando-se nas madrugadas avassaladoras e nebulosas, como castelos, fortalezas etéreas nubentes com as rochosas amuradas, redundâncias insólitas prenhes de realidades equidistantes no seu cerne submerso e adormecido.
Reconcilia-se a identidade da ilha de acordo com o conhecimento científico actual como superfície gravitacional rodeada por fluído líquido por todos os lados excepto dois, que serão do seu lado superior e o que se entende como lado inferior, ambos bastante importantes para diversos quadros equacionais fruto de investigações de âmbitos diversos em amplos universos, que, assim como que estando e agindo em sua casa, reagindo às múltiplas existências por vezes como uma alergia expansiva, outras como uma pneumonia retractiva, assim como a Economia que retrai sempre para o mesmo lado, que é o oposto do lado para onde pende o capital, quando cresce, como uma balança desregulada que subtrai à Humanidade a sua ínfima ilhota e remota insularidade que composta em seus mosaicos elementos, respiram e pensam no mesmo oceano existencial
quarta-feira, 1 de junho de 2011
Vota em MIM
Concidadãos... É neste dia histórico, que a vós me dirijo, 1 de Junho, dia da Criança que há em nós, quando, tantos como eu, afirmam: «Quando crescer quero ser pequenino», que trago notícias da fundação do mais recente Movimento português: MIM, aka Movimento Independentista da Mama». Nem mais. Fui convocado de emergência pela Mama e esta foi a sua mensagem:
- Huguinho- disse, ternamente, que nós até nos damos bem e tudo- temos aqui um probleminha...
- Sim...
-Isto tem sido por demais, bem sabes, como me tenho esforçado, mas o caudal já não é o mesmo. Repara: são tantos, e todos mamam, e muito, tão sôfregos que estão que não se apercebem que me doem os canais. E empurram e pontapeiam , uma violência pegada.
- Bem sei...- respondi- Bem sei, eu também sou filho de Deus e também lhes disse que queria mamar um bocadito, mas eles escorraçaram-me e disseram que tinha de esperar, que agora eram eles, e eu aquiesci. Pensei: «a Mama é tão grande, decerto não mamam tudo... inocências, querida Mama, inocências...
- Isto tem de acabar! A Mama sou eu! A Mama é minha! Estes que se desmamem e desamparem-me as bocas ordinárias para outro lado... Não contem mais comigo!!!
E virou costas, de mama ao léu, com diversas irritações locais, sim, que eu vi. E ao vê-la, não consegui reprimir um espasmo de angústia e entranhização: «São os Mercados, meu filho, até afiam os dentes... este ano a praia vai ser um pavor, com todos aqueles grãos de areia que nos sopram para os olhos e me deslizam pelos seios... nem quero pensar, que em Setembro é que vai apertar.»
E é essa realidade que me cabe transmitir, sem loas nem salamaleques. Meus senhores deputados, presidentes disto e daquilo, em resumo... Balelas, Tróloró, Bacoradas. Isto está um forrobodó de caras e ainda não arrancámos para a renegociação da Dívida. Sim, essa perspectiva de só pago a quem devo pagar, que tem sido, felizmente, construída na Islândia, passo a passo, contra um sistema social que aniquila a Humanidade no seu imparável avanço para o abismo. Na Islândia, a Mama também disse que não podia mais (e com as frieiras ainda dói mais). Na Espanha, já não se tapa El Sol com la peneira e, no fundo, todos somos tunisinos neste encalhado barquito mediterrânico.
Assim, e após longa e morosa ponderação subordinada aos temas que da actualidade emergem como transversais e intoleráveis, foi criada a Plataforma Portuguesa para Preservar a Pluralidade Política Pública e Petc.dos Putaqueos Pariu, o PPPPPPPPPP, que poderemos abreviar para MIM.
Destacam-se na formação desta Plataforma as seguintes Instituições:
OTÀ- Organização Terrorista d'ÀLagoa- Grande Pilar dos Movimentos de Resistência da Época Balnear, com três membros no activo, sendo que um está em fase de instrução e o outro ainda não consegui que ladrasse a possíveis meliantes intrusivos. O seu lema é: O Algarve será nosso» e «Eu bem te digo onde é que enfias os tacos de golf...»
TST- Trabalhadores Sempre Tesos- Grande Pilar da Economia Consumista Mundial (consomem-nos as mentes, o sangue, os orgãos, os aparelhos, as gorduras, as vidas e as almas e a Luz que nos mostram é aquelas que iremos pagar, até lá... andemos às escuras---que é incontornável e não há outras medidas no espectro ideológico que alterem esta substância: Sob o lema «Estão a mexer no meu bolso e quem não pensa assim é porque é Ladrão» se conjuraram e reconhecem-se pelas contas bancárias na penúria que só conhecem movimentos para o exterior e não compreendem se se importa tanta coisa, porque é que não importam divisas ou dinheirinho,ou porque é que a pauperização portuguesa não importa a ninguém.
MAMA- Movimento Apartidário Mama Aqui, as bases que sustentam este grande edifício por inaugurar que é o da construção abstencionista da sociedade tendo em consideração a dinâmica quântica dos Off-shores com o lema. «Contabilidade Criativa não é Arte, é Roubo» e «Mama aqui a ver se eu deixo»
E outros, que pela sua precária dimensão e peso no cidadão comum, ou contribuinte, embora este último não tenha ainda de sustentar com os seus impostos os almoços e jantares de programa, mas para lá iremos, com frota e motorista, três observatórios (olho da esquerda, olho da direita e olho anal, não vê nada, mas para índice estatístico, também não faz mal) e a Fundação do Afundamento de Portugal, que vamos no bom caminho e é inaceitável estas ausências institucionais de lambões...
Atenção, pessoal. Para celebrar 1 Milhão de Desempregados vamos fazer um pic-nic em Monsanto com o António da Carris, que o Tony Carreira tem um cachet financeiramente inviável para quem nã recebe.
Traz o que quiseres comer, que nós
VOTA EM MIM
- Huguinho- disse, ternamente, que nós até nos damos bem e tudo- temos aqui um probleminha...
- Sim...
-Isto tem sido por demais, bem sabes, como me tenho esforçado, mas o caudal já não é o mesmo. Repara: são tantos, e todos mamam, e muito, tão sôfregos que estão que não se apercebem que me doem os canais. E empurram e pontapeiam , uma violência pegada.
- Bem sei...- respondi- Bem sei, eu também sou filho de Deus e também lhes disse que queria mamar um bocadito, mas eles escorraçaram-me e disseram que tinha de esperar, que agora eram eles, e eu aquiesci. Pensei: «a Mama é tão grande, decerto não mamam tudo... inocências, querida Mama, inocências...
- Isto tem de acabar! A Mama sou eu! A Mama é minha! Estes que se desmamem e desamparem-me as bocas ordinárias para outro lado... Não contem mais comigo!!!
E virou costas, de mama ao léu, com diversas irritações locais, sim, que eu vi. E ao vê-la, não consegui reprimir um espasmo de angústia e entranhização: «São os Mercados, meu filho, até afiam os dentes... este ano a praia vai ser um pavor, com todos aqueles grãos de areia que nos sopram para os olhos e me deslizam pelos seios... nem quero pensar, que em Setembro é que vai apertar.»
E é essa realidade que me cabe transmitir, sem loas nem salamaleques. Meus senhores deputados, presidentes disto e daquilo, em resumo... Balelas, Tróloró, Bacoradas. Isto está um forrobodó de caras e ainda não arrancámos para a renegociação da Dívida. Sim, essa perspectiva de só pago a quem devo pagar, que tem sido, felizmente, construída na Islândia, passo a passo, contra um sistema social que aniquila a Humanidade no seu imparável avanço para o abismo. Na Islândia, a Mama também disse que não podia mais (e com as frieiras ainda dói mais). Na Espanha, já não se tapa El Sol com la peneira e, no fundo, todos somos tunisinos neste encalhado barquito mediterrânico.
Assim, e após longa e morosa ponderação subordinada aos temas que da actualidade emergem como transversais e intoleráveis, foi criada a Plataforma Portuguesa para Preservar a Pluralidade Política Pública e Petc.dos Putaqueos Pariu, o PPPPPPPPPP, que poderemos abreviar para MIM.
Destacam-se na formação desta Plataforma as seguintes Instituições:
OTÀ- Organização Terrorista d'ÀLagoa- Grande Pilar dos Movimentos de Resistência da Época Balnear, com três membros no activo, sendo que um está em fase de instrução e o outro ainda não consegui que ladrasse a possíveis meliantes intrusivos. O seu lema é: O Algarve será nosso» e «Eu bem te digo onde é que enfias os tacos de golf...»
TST- Trabalhadores Sempre Tesos- Grande Pilar da Economia Consumista Mundial (consomem-nos as mentes, o sangue, os orgãos, os aparelhos, as gorduras, as vidas e as almas e a Luz que nos mostram é aquelas que iremos pagar, até lá... andemos às escuras---que é incontornável e não há outras medidas no espectro ideológico que alterem esta substância: Sob o lema «Estão a mexer no meu bolso e quem não pensa assim é porque é Ladrão» se conjuraram e reconhecem-se pelas contas bancárias na penúria que só conhecem movimentos para o exterior e não compreendem se se importa tanta coisa, porque é que não importam divisas ou dinheirinho,ou porque é que a pauperização portuguesa não importa a ninguém.
MAMA- Movimento Apartidário Mama Aqui, as bases que sustentam este grande edifício por inaugurar que é o da construção abstencionista da sociedade tendo em consideração a dinâmica quântica dos Off-shores com o lema. «Contabilidade Criativa não é Arte, é Roubo» e «Mama aqui a ver se eu deixo»
E outros, que pela sua precária dimensão e peso no cidadão comum, ou contribuinte, embora este último não tenha ainda de sustentar com os seus impostos os almoços e jantares de programa, mas para lá iremos, com frota e motorista, três observatórios (olho da esquerda, olho da direita e olho anal, não vê nada, mas para índice estatístico, também não faz mal) e a Fundação do Afundamento de Portugal, que vamos no bom caminho e é inaceitável estas ausências institucionais de lambões...
Atenção, pessoal. Para celebrar 1 Milhão de Desempregados vamos fazer um pic-nic em Monsanto com o António da Carris, que o Tony Carreira tem um cachet financeiramente inviável para quem nã recebe.
Traz o que quiseres comer, que nós
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