sexta-feira, 22 de fevereiro de 2013

À Marreca

Já a badalhoca
se diz baronesa
(lá por parecer foca),
não o será, com certeza
que a Nobreza não toca
em gente de tal vileza.

De língua, espada,
mas desde já aviso:
mesmo muito afiada,
e de crocodilo sorriso,
tua espada vale nada
ante a força de meu siso.

No tempo em que os animais falavam
e as galinhas tinham dentes,
bichos como tu grasnavam,
e eram mais inteligentes
os peidos que davam
que as palavras que mentes

Pura pérola da flor d'esgoto,
rez sarnosa e defecável,
pior que uma infecção no escroto.
És a besta irrazoável,
o animal mais roto,
perfeitamente dispensável.

Não és, senão, megera,
porca contaminada,
com a mania que és bera,
de razão obstipada.
Adianto, de forma vera,
que não prestas para nada!

E tens-te da verdade dona
destroço esboçado de merda
retrato perfeito de bardajona
não te ver, não é perda
vai mas é apanhar na sanfona!

Arre mula, estrada fora,
por caminhos que ninguém viu,
vai andando, sem demora
faça calor ou faça frio
pode ir indo, já agora,
para a puta que a pariu!

Sem comentários:

Enviar um comentário