Benvindo à nossa leitaria
aqui se explora todo o dia
Retenha à porta a sua alegria...
aqui não reside sabedoria.
Se quiser leite de Literatura
saiba que se pratica a usura
Se quiser queijo de poema:
a escravatura é o lema.
Da História,
parca memória.
Da Filosofia...
até um burro se ria
Do ditador, a glória
nós, apenas escumalha e escória.
Já se espremem biografias
de quem vida só teve uns dias
Crónicas... que não te fies
mete a canga e não pies.
Isto, a um nível antropológico
digamos, de caril etnológico
com nuance simbólica
de índole pouco católica.
No âmbito da inética sociologia
não há ponta de pedagogia
Haverá coágulo de demagogia?
iogurte psicológico, esoteriológico?
Natas... ajudem-se a si mesmas
que o Direito se encha de lesmas
E um batido de comunicação
de quem tem os grupos na mão
poderá encontrar ralações internacionais
no pasto da política
e se a nossa História não é semítica
estende-se as cartas, códigos e sinais
ah! Vaca memória de viagens
que não se me apaguem as imagens
Tudo isto porque a quem é leiteiro
não lhe pedem para ser livreiro
E se não perceberes daquilo que fazes
nada mais és que papagaio de ocas frases.
quarta-feira, 12 de junho de 2013
terça-feira, 11 de junho de 2013
À soleira
À soleira,
desalmado,
flutua.
Desanimado...
inanimado...
vazio de sentido,
vácuo de força
anímica.
Um líquido suspiro,
esgar rochoso.
A vida inteira...
pedaços de momentos
colados em caminho
sob os tijolos das opções.
E, os cacos, varre-os a mente
enrolados no cotão de sua insignificância.
A dor é aqui!
Não cai... desfalece.
perante respostas imunitárias.
Não te propensa o comprimido
tormento de oprimido.
À janela, olhos de gato... espreitam
sem runa, sem rumo
ronrona à Lua que pinga
destilando suas crateras
envelhecidas.
Range o corpo
nas esquinas iluminadas
da consciência.
Rege a alma, presa...
ilha de si mesma.
A solução, reage, alcalina.
tom cien que se demarca
matiz que o céu reflecte
das ondas que batem no mar.
Ondas, partículas
ou tão só a noção do observador
Se observa a dor,
como não lhe dói?
A prova da alma
o ânimo das consubstâncias
empaladas no corpo crú
emolumentos de sinapse
fractal semeando quântica evolução
espelhadas no cosmos, as forças primordiais
iniciam-se na ausência de matéria.
Sem massa.
Sem analepse.
E todo o dia, ruír
E tons de células erguer,
nascendo e morrendo
no intervalo de uma unidade
a que chamam tempo
o grande Deus que ensina:
«Tudo passa...»
desalmado,
flutua.
Desanimado...
inanimado...
vazio de sentido,
vácuo de força
anímica.
Um líquido suspiro,
esgar rochoso.
A vida inteira...
pedaços de momentos
colados em caminho
sob os tijolos das opções.
E, os cacos, varre-os a mente
enrolados no cotão de sua insignificância.
A dor é aqui!
Não cai... desfalece.
perante respostas imunitárias.
Não te propensa o comprimido
tormento de oprimido.
À janela, olhos de gato... espreitam
sem runa, sem rumo
ronrona à Lua que pinga
destilando suas crateras
envelhecidas.
Range o corpo
nas esquinas iluminadas
da consciência.
Rege a alma, presa...
ilha de si mesma.
A solução, reage, alcalina.
tom cien que se demarca
matiz que o céu reflecte
das ondas que batem no mar.
Ondas, partículas
ou tão só a noção do observador
Se observa a dor,
como não lhe dói?
A prova da alma
o ânimo das consubstâncias
empaladas no corpo crú
emolumentos de sinapse
fractal semeando quântica evolução
espelhadas no cosmos, as forças primordiais
iniciam-se na ausência de matéria.
Sem massa.
Sem analepse.
E todo o dia, ruír
E tons de células erguer,
nascendo e morrendo
no intervalo de uma unidade
a que chamam tempo
o grande Deus que ensina:
«Tudo passa...»
quinta-feira, 6 de junho de 2013
Papagaio Cavalo ou O Investimento do Jumento
Papagaio Cavalo,
Robot de Farmácia,
camisola, bandeira,
ou só camelo?
Serviço Gourmet
atascado...
De smoking
ou esfarrapado.
Humano
ou animal
em que ficamos, afinal?
Vendedor vendido
consumidor consumido
escalpado, esculpido,
escravo assumido
«em busca do tempo perdido»
O investimento do jumento,
sua vida, seu tempo,
dedicação, honra, esforço,
tudo não mais
que saque de corso.
Maço de tabaco/hora
treze destas fora do ninho,
corrente que estica mas prende.
Sem água,
de cauda aparada...
Moço de fretes e mais nada!
pontapés no cú, porta fechada.
Que neste prado rarefeito
nem sequer se dá o respeito.
Papagaio cavalo
camelo, jumento,
o teu juramento,
inútil e chulo.
E tantas as dores
de apanhar en el culo...
tantas vis mentiras...
corruptelas e aldrabices...
Tanta manipulação...
Filhos de meretrizes
de rédeas estultas na mão.
Puxam-me a crina
arrancam-me as penas
cortam-me o bico
ferram-me os cascos
e, à noitinha,
de corpo e mente acicatados,
não se passam bons bocados.
Fazem-se contas ao que não há,
lambem-se as feridas purulentas
morre-se para esquecer o porvir.
O foco... o foco...
O foco gosta é de foca,
mas não da badalhoca.
Alavanca-me o dito
montado no manguito
que eu não sei
por onde anda, que não tenho,
Huguito
ou sementes de girassol
Robot de Farmácia,
camisola, bandeira,
ou só camelo?
Serviço Gourmet
atascado...
De smoking
ou esfarrapado.
Humano
ou animal
em que ficamos, afinal?
Vendedor vendido
consumidor consumido
escalpado, esculpido,
escravo assumido
«em busca do tempo perdido»
O investimento do jumento,
sua vida, seu tempo,
dedicação, honra, esforço,
tudo não mais
que saque de corso.
Maço de tabaco/hora
treze destas fora do ninho,
corrente que estica mas prende.
Sem água,
de cauda aparada...
Moço de fretes e mais nada!
pontapés no cú, porta fechada.
Que neste prado rarefeito
nem sequer se dá o respeito.
Papagaio cavalo
camelo, jumento,
o teu juramento,
inútil e chulo.
E tantas as dores
de apanhar en el culo...
tantas vis mentiras...
corruptelas e aldrabices...
Tanta manipulação...
Filhos de meretrizes
de rédeas estultas na mão.
Puxam-me a crina
arrancam-me as penas
cortam-me o bico
ferram-me os cascos
e, à noitinha,
de corpo e mente acicatados,
não se passam bons bocados.
Fazem-se contas ao que não há,
lambem-se as feridas purulentas
morre-se para esquecer o porvir.
O foco... o foco...
O foco gosta é de foca,
mas não da badalhoca.
Alavanca-me o dito
montado no manguito
que eu não sei
por onde anda, que não tenho,
Huguito
ou sementes de girassol
sábado, 1 de junho de 2013
Branca Rosa
Rosa d'Alba,
pura, calma
sedosa na brisa.
Alma
Desenlaça pétalas
doces,
belas,
estrelas.
Essência sedenta,
presença...
cedência
entreaberta.
E no rosado de teus beijos,
gineceus castos e impolutos,
brincam nas partículas
que a luz pinga,
nas imaginações cálidas,
sobre seu néctar,
desejado elixir,
poção dos amores virginais,
cálice por quem se finaram heróis,
e reis afogaram seus povos.
Decompondo pólenes
na aurora boreal,
o alquimista
Constrói a rosa
minério tangível
humores celestiais
Funde-a por oito noites
sob as viagens da lua estia
Por alambiques a destila
devassa sépalas,
reduz, reanima, formula
para ser rosa, no fundo
que a rosa alva
de puro perfume
toque borboletáceo
e convite esbelto
não se acha atrás do que resta.
Assume-a o pensamento
coreolado pela compaixão maior
ser de si e de si dar-se
de botão selado
ao desabrochar erótico e belo
aurora floral
de ser a si mesma igual
uma rosa branca,
uma rosa franca,
uma rosa que se levanta
que com o tentilhão canta
uma rosa infanta.
pura, calma
sedosa na brisa.
Alma
Desenlaça pétalas
doces,
belas,
estrelas.
Essência sedenta,
presença...
cedência
entreaberta.
E no rosado de teus beijos,
gineceus castos e impolutos,
brincam nas partículas
que a luz pinga,
nas imaginações cálidas,
sobre seu néctar,
desejado elixir,
poção dos amores virginais,
cálice por quem se finaram heróis,
e reis afogaram seus povos.
Decompondo pólenes
na aurora boreal,
o alquimista
Constrói a rosa
minério tangível
humores celestiais
Funde-a por oito noites
sob as viagens da lua estia
Por alambiques a destila
devassa sépalas,
reduz, reanima, formula
para ser rosa, no fundo
que a rosa alva
de puro perfume
toque borboletáceo
e convite esbelto
não se acha atrás do que resta.
Assume-a o pensamento
coreolado pela compaixão maior
ser de si e de si dar-se
de botão selado
ao desabrochar erótico e belo
aurora floral
de ser a si mesma igual
uma rosa branca,
uma rosa franca,
uma rosa que se levanta
que com o tentilhão canta
uma rosa infanta.
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