Seria de bom tom sermos recebidos com estes modos de cada vez que o Universo nos bate à porta para pedir um ramo de salsa ou um pouco de sal. Mesmo quando entra pela janela, o Universo esquece-se que se encontra em contínua expansão, o que deixa normalmente marcas nas vitrines por onde arrefece a vontade de apagar as luzes.
Por vezes, no entanto, nem um grunhiso nos dirige enquanto o vemos passar, inalterado, pela noite das memórias acesas que, como estrelas, ponteiam os horizontes lisérgicos indefinidos.
No meu tempo, não era assim, e o universo só queria saber de quem lhe dava um bom pequeno almoço, mas agora... agora nem quando vegeta, em ebulição, nalgum confim de sua existência, se dá ao trabalho de nos desejar um bom dia, ou boa noite, ou de nos mandar à merda e pronto.
Desconfio que seria mais feliz, o universo, se por vezes perdesse de vez a cabeça e mandasse bugiar a hipófise. Seria uma hipótese, digamos, apenas uma hipótese...
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