Papagaio Cavalo,
Robot de Farmácia,
camisola, bandeira,
ou só camelo?
Serviço Gourmet
atascado...
De smoking
ou esfarrapado.
Humano
ou animal
em que ficamos, afinal?
Vendedor vendido
consumidor consumido
escalpado, esculpido,
escravo assumido
«em busca do tempo perdido»
O investimento do jumento,
sua vida, seu tempo,
dedicação, honra, esforço,
tudo não mais
que saque de corso.
Maço de tabaco/hora
treze destas fora do ninho,
corrente que estica mas prende.
Sem água,
de cauda aparada...
Moço de fretes e mais nada!
pontapés no cú, porta fechada.
Que neste prado rarefeito
nem sequer se dá o respeito.
Papagaio cavalo
camelo, jumento,
o teu juramento,
inútil e chulo.
E tantas as dores
de apanhar en el culo...
tantas vis mentiras...
corruptelas e aldrabices...
Tanta manipulação...
Filhos de meretrizes
de rédeas estultas na mão.
Puxam-me a crina
arrancam-me as penas
cortam-me o bico
ferram-me os cascos
e, à noitinha,
de corpo e mente acicatados,
não se passam bons bocados.
Fazem-se contas ao que não há,
lambem-se as feridas purulentas
morre-se para esquecer o porvir.
O foco... o foco...
O foco gosta é de foca,
mas não da badalhoca.
Alavanca-me o dito
montado no manguito
que eu não sei
por onde anda, que não tenho,
Huguito
ou sementes de girassol
Subscrever:
Enviar feedback (Atom)

Sem comentários:
Enviar um comentário