Rosa d'Alba,
pura, calma
sedosa na brisa.
Alma
Desenlaça pétalas
doces,
belas,
estrelas.
Essência sedenta,
presença...
cedência
entreaberta.
E no rosado de teus beijos,
gineceus castos e impolutos,
brincam nas partículas
que a luz pinga,
nas imaginações cálidas,
sobre seu néctar,
desejado elixir,
poção dos amores virginais,
cálice por quem se finaram heróis,
e reis afogaram seus povos.
Decompondo pólenes
na aurora boreal,
o alquimista
Constrói a rosa
minério tangível
humores celestiais
Funde-a por oito noites
sob as viagens da lua estia
Por alambiques a destila
devassa sépalas,
reduz, reanima, formula
para ser rosa, no fundo
que a rosa alva
de puro perfume
toque borboletáceo
e convite esbelto
não se acha atrás do que resta.
Assume-a o pensamento
coreolado pela compaixão maior
ser de si e de si dar-se
de botão selado
ao desabrochar erótico e belo
aurora floral
de ser a si mesma igual
uma rosa branca,
uma rosa franca,
uma rosa que se levanta
que com o tentilhão canta
uma rosa infanta.
Subscrever:
Enviar feedback (Atom)

Sem comentários:
Enviar um comentário