terça-feira, 11 de junho de 2013

À soleira

À soleira,
desalmado,
flutua.
Desanimado...
inanimado...
vazio de sentido,
vácuo de força
anímica.
Um líquido suspiro,
esgar rochoso.

A vida inteira...
pedaços de momentos
colados em caminho
sob os tijolos das opções.
E, os cacos, varre-os a mente
enrolados no cotão de sua insignificância.

A dor é aqui!
Não cai... desfalece.
perante respostas imunitárias.
Não te propensa o comprimido
tormento de oprimido.

À janela, olhos de gato... espreitam
sem runa, sem rumo
ronrona à Lua que pinga
destilando suas crateras
envelhecidas.

Range o corpo
nas esquinas iluminadas
da consciência.
Rege a alma, presa...
ilha de si mesma.

A solução, reage, alcalina.
tom cien que se demarca
matiz que o céu reflecte
das ondas que batem no mar.
Ondas, partículas
ou tão só a noção do observador
Se observa a dor,
como não lhe dói?

A prova da alma
o ânimo das consubstâncias
empaladas no corpo crú
emolumentos de sinapse
fractal semeando quântica evolução
espelhadas no cosmos, as forças primordiais
iniciam-se na ausência de matéria.
Sem massa.
Sem analepse.

E todo o dia, ruír
E tons de células erguer,
nascendo e morrendo
no intervalo de uma unidade
a que chamam tempo
o grande Deus que ensina:
«Tudo passa...»

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