quarta-feira, 23 de maio de 2012
pois que Ninguém leia... A diversidade não suplantará a íntima qualidade
Os parâmetros, assim expostos, impostos em mestria dengosa, balizam, de imediato, minh'alma impressionista, que capta e retém a luminosidade, observando a lenta passagem do tempo na tatuado na natureza e a vivacidade ou opacidade exalada p'la luz, única,do momento, suspenso no instante fotográfico da realidade, enquanto urge, rompendo a vida, a veia expressionista em própria causa, ou, em sumo, Dada me perdoe, por minha objectividade tão acutilante como lírica, mas a tenaz paleta de seu corpo desnudo, de lua vestido, não se revê cubista, munida de arestas geometricamente traçadas, e escapa-se-me, por ora, outras opiniões e abstraccionismos, oníricos ou nem por isso, resultando a apresentada e recursiva indexamente.
Mais. Em ambientes orfíacos, imersos num romantismo Friedrichiano, hirto, rumo à onda que se esparsa, em indefeso desafio à Natureza e suas forças irracionais e tempestivas, ainda sinto os salpicos salgados, minha língua tacteando os espirros frescos marinos às contracurvas da boca, quente. São tantas, no céu, as estrelas, belas e frias, que o Universo as incubiu de connosco se apagarem, ao se deitarem mais cedo, em dias sem halo lunar, excepcionais criaturas do Cosmo, alertas em sua intensa identidade. Surrealista e enTurnercedora, é assim a paisagem nocturna que nos brinda com sua singela e excepcional complexidade, construção miríaca de deuses de eras clássicas finamente tecidas por escribas incensados e de gatas.
Ígneas e enigmáticas, flores surrealistas, que vos retrato, nenúfares despertos em lago de escuridão e outras matérias escuras, logo, desconhecidas, em perspectivas explodidas isometricamente em retalhos de gases nebulosos, espiral neo-realista que executa um bailado notável, em seu redor, entenda-se, enquanto percorre distâncias inexequíveis em ângulos incalculados, socalcos escavados em calcário poroso, esculpidos em suaves linhas traçadas previamente em material perecível, para que, posteriormente, assim dispostas, pintem a negro o fundo da tela virgem macrocósmica com as nuances e matizes do seu sentir, pulsando em si a vida que alimenta os sistemas que provém de seu cerne, emanador autocósmico, sucintamente.
Hoje eram cachos de carne e uva, sumarenta a doce essência tanina,não haveria ambrósia ou outro néctar divino igualável, equalizável, qualitativamente comparável ao sabor de tuas sadias gargalhadas, penduradas nos cabides que a noite estende à tua apreciação. Somos o mar que aguarda pelos rios, de ramos patéticos de florescências na mão, ainda parcamente iluminado por um candeeiro orbital, olhando para lá do horizonte atravessado pelo sol que se despede do hemisfério presente, não sem lançar em uivo um último vislumbre aos reflexos condicionados da sua personalidade dissociada, como que fitando, ao longe, o primeiro raiar matutino transacto, nesse tempo em que o homem ainda se apressa para o ver e assistir, alheio, na cidade.
A Arte, viva, em movimento e colorida, dentro das dimensões em que a Ciência, tímida, mergulha, pois que a técnica a não acompanha, temerosa e receosa de toda a verdade científica que não tenha rápida influência sobre as contas bancárias de certos detentores de patranhas e patentes, minimalismos à parte, como a salada absolutista, sois vós e nós, na liberalidade ausente do quotidiano laxista e prolixo, iludidos pelos valores que nos vendem, baratos, pois que sem eles é cara a vida que se arrasta, neste mundo onde, esvaziadas de significado, as criações de sentido humano são afogadas pela instantaniedade civilizacional, buscando-se apenas a plena satisfação dos prazeres e necessidades narcísicas, egoístas e imediatas.
Recuso terminantemente qualquer tipo ou manifestação de responsabilidade derivada e inerente à paralela observação, pois que não poderei manter-me de olhos cerrados, e até mesmo as narinas fremitam de antecipação onerosa, desabrigadas que estavam minhas esferas ópticas, vendo desfilar perante mim tais das mais belas flores que a Primavera pintou, sobrevoando em jardins, ora suspensos, ora aquáticos, a extrema diversidade e a sua agrabilidade ao contacto entre os sentidos e o objecto como sujeito, sujeito que está a ser objecto dos sentidos e das suas manifestações e inquirições, curiosidade premente ante o estonteante sobrevôo polinizador de seus gineceus almofadados e arábicos, indescritivelmente paisagísticos.
Tomando, de início, a expressão popular no qual aquilo que é bom é para se ver, como assim diria o Criador, pois que viu que era sempre tudo bom, logo presenteou com seus dotes de fino traço, deixando deslizar suavemente as espátulas do seu moldar acurvilineando, desbragado, por entre as pregas eróticas de tua marmórea silhueta pintalgada de línguas alaranjadas de labaredas que o desejo expele, ronronando docemente enquanto dormita e se aconchega, roçando como brisa no lençol de estrelas destapado, passando diante mim potestades, tronos e dominações, com suas liras e trombetas, en passo doble, decerto, mas sempre com a insinuante certeza no caminhar compassado com amplas recomendações de ilustres pangíricos.
Preênsil e apreensivo, acredito nos anjos bons que brindam e louvam o senhor em límpidos cânticos de paradisíaca entoação, mágica, geométrica e matemática, sublime representação e interpretação das mais belas intersecções celestiais, havendo estes, melífluos alados, também soam, abaixo, os tropeçados, escorregados e arreigados mensageiros das sensações inebriantes e do envenenamento virtual da Humanidade, através de radiações e atmosferas, amores e humores, magnetismos electroestáticos ambivalentes, emoções lascivas ou erráticas, numa representação crua de todas as ignomínias, indiscrições e tristezas humanas, se tanto, caldeirão fervilhante da sua imaginação e joie de vivre, libertária acepção da realidade.
Ou a inesquecível memória arcaica do ser vivente que ainda guarda as chaves evolutivas na sua recombinação genética generalista, mas que grita e esbraceja, como quem nos chama e apela: «É daqui que provieste, desta selvagem barbaridade orgíaca, lupanal tremendo e ébrio», fruto de todas as experiências desfiadas no longo percurso insano das manifestações da civilização. pois que por vezes tentações celestiais do diabo são-me bem postas, às postas e eu fatio bem fininho, assente na percepção totalitarista de um bom liberal constutuinte, como todos nós, somos, afinal, constituídos, de uma predilecta constituição onde conste, para futuras análises e debruçanços filosóficos adaptados à sua pressão atmosférica.
E eis que me sobe o ranking, mas mantenho a determinada posição, que o leme não derive, de quem monta e não desmonta, de fio a pavio, de borda a ponta, cujo factor desilusivo é escassamente que remete a ilusivo, intrusivo, de tão ténue descaimento, mas suado labor extásico e pneumático, arremetendo vigorosamente, atravessando as camadas ilusórias da realidade para ir repousar, exausto e exangue, no cálido saciado ventre, pousados sobre o chão que apeámos, ainda fumegante, mesmo não faltando a depreensão proclamada da alma inerente à identidade e acção concomitante, assumindo que a natureza fisiológica não deverá ultrapassar a poética, pois que seria antinatural, e que não só de anatomias carnais vive o Homem, personagem tão só feérica.
Ao ver tamanha fémina beleza à estalada p'los olhos e peito adentro, cadeiras pelos ares, mesas desfeitas, paixão assim implícita e displiciente, lançada contra a parede,mordiscada, com unhas riscada, arranhada e com requintes de tango de tanga, tornados ofegantes e não saír de casa durante um mês, nem para comprar pão ou ver se está sol ou nuvens, lá fora. Como se estes assuntos pueris e corriqueiros pudessem, dia algum, manchar a atenção que deposito exclusivamente em ti, alterando a percepção consciente do que me rodeia, cansado que estou de reconhecer, em sua natureza irreal e cruenta, a assertiva imposição de inuteis objectos e preocupações, férteis em relativizar o que de facto é munido de interesse vívido, lindo, existencial.
Deglutida e degustada com a naturalidade exigível à situação em epígrafe, no salutar confraternizar nativo nesta nau planetária de pendor assemelhando-se como que a inesgotável, mas finito na sua manifestação e representação, fruto concebido do desejo que ascende a vontade, acentuado pelo livre-arbítrio tornitorante, respeitosamente calcorreando, lendo, florais trilhos pelos percursos já iniciados, percorro poeticamente os miradoiros nas colinas postos, em louvor às musas e ninfas que do Tejo lançam seus cantos hipnotizadores... saudades doridas das partidas ruidosas, das velas enfunadas pelo vento Norte, a labuta irreconhecível dos ofícios que aludem à vida marinha, nas ruas cobertas de areia e especiarias da minha urbana memória natal.
Abençoada Lisboa, vestida de cal e rosa, de amarelo e azul celeste, das Tágides subindo a calçada, Afrodite da Europa que se banha no Atlântico, que brotas da ostra uterina e primordial, lapidadora de pérolas sapientes, semeada pelas mistéricas colinas de cultos arcanos, tão tranquila como traquina, menina que corre pelos basaltos das travessas, se esconde nos becos das rosas e das sardinheiras, que persegue os columbinos vizinhos das bronzeas estátuárias comemorativas, em efemérides de fogo de artifício lançado sobre o texturado espelho do ancião Tagus, que ainda salta às fogueiras em noites em que o mito invade o tempo e o espaço, perfurando-os na sua vacuidade e insuflando nestes o sentido último de existirem.
Será da Primavera ou dos pólenes, da deriva assinalada das placas tectónicas continentais, mas surgindo, inquieta, a necessidade imperiosa de aplicar a ala flanqueadora da relatividade face à gravidade da questão elaborada na premissa apresentada numa ampla sincronicidade, na qual, a cidade, sintronizada e sintonizada com as mais altas aspirações que os poetas deixam escapar, entre sonhos, durante a escura noite de suas variações e interpretações em longas e floridas estrofes onde o sentimento não se oculta em expressões esvaziadas, mas sim aplicando a pura vida e essência das palavras, na sua origem etimológica, tantas vezes fora do alcance das nossas simples mentes rendidas não à causa, mas à forma final das coisas.
Alpinista rumo ao espanto da modernidade, que mais não é que uma resposta atónita à fome com que a realidade nos persegue para encaixar nas suas pequenas compartimentações culturais, como se fossemos todos alvos a formatar para serem introduzidos num mercado aspirador de almas, vidas e mentes, num vórtice doentio e bafiento, mo qual o ser humano coloca no altar do Holocausto às leis altamente capitalizáveis da finança todas as suas qualidades, para as trocar, em cotação de baixo valor, por um valor monetário falso e fajuto, sabiamente orquestrado para manter a Humanidade na servidão vergonhosa e narcísica de um vampirismo social com contornos de política de Estado, em todos os ditos estados, onde não se ouve já voz que ninguém tem.
Assente nas mais lendárias que matemáticas sete colinas de Lisboa, deitada numa lânguida sonolência abafada, percorrida por moiras brisas e mediterrânicas influências, molhando os pés à beira Tejo, na promessa fresca de limões canários, suspensos nos ramos dos saudosos limoeiros que espreitam pelos altos muros e as nesgas de céu, rio e mar que despontam pelos bárrios telhados de argila seca ao sol quente d'Agosto pelos dias soltos das papoilas que vinham à cidade, montadas nas repletas carroças saloias, trazendo hortícolas e água de Caneças com a fruta mais perfumada dos férteis campos que rodeia a urbe. E o dia era um atravessar do Campo as Cebolas, de tanto me virem as lágrimas saltar aos olhos. Oh! Íris estrelada, por onde poisas.
Querendo assim, fogosamente (t)op art, estando impossibilitado pelas castrantes leis da Física, de Pop Art, cedo lancei eu batel a esse rio caudaloso , semeando pelo leito lágrimas de puro júbilo orgíaco e sinestésico, logo impulsionados, jorravam do portal aberto para esta realidade paralela, onde era tão nítido e líquido o grau de qualidade de vida inerente que me deixava semi-zonzo, sempre mutável, fornecendo novos elementos enriquecedores da orignal textura cromática, contando novas incursões simbólicas onde o solo se encontrava desapegado nas escalas do tom, perdido sem as referências necessárias para, no correcto azimute, tecer as suas próprias aproximações ao real e sua representação esquizofrénica que ressalta em cada madrugada.
E, de novo, me reconectava com o cerne criador do Universo, a sua alma artística e poeta, que persegue a beleza na aprimoração das coisas vivas a adaptações cada vez mais complexas na simplicidade que a vida per si busca. «Bem feito», pensei «Muito mesmo muuuiito bem feitinho, mas eu faria melhor, decerto». Além de que a experiência recolhida para o efeito encontra-se, disponível e de fácil acesso, nas prateleiras desempoadas por uso recorrente. Não duvidando do saber e do gosto, bem sei que a atenção que dedico, demoradamente, aos pormenores mais ignoráveis, até gosto de fazer as coisas bem feitas, palma se dê à palmatória, sem delongas na oratória, à sombra de palmeiras plantadas ao acaso, como se fossem tudo e não se lhes retira nada.
E eu, que artista sou, soou, já contando com diversas obras, não primas, mas filhas, perfeitas criaturas, embora pequenas, mas em fase de crescimento, no meu curriculo vivencial, que muito prezo e estimo, logo poria mãos à obra na tela que a imaginação e oferecesse para a pintar, na equação nocturna que brinda com luminárias diversas o escuro e misterioso ambiente brumoso que se ergue, junto ao mar, e que o vento transporta no seu porão invisível mas palpável, depositando-as em suaves tranches pelo litoral adentrado, entre flancos avançados e militares estratégias de disseminação de humidade pelo solo e atmosfera, e decerto plantaria em sua memória os mais belos serões que minha existência poderá oferecer, com todo o respeito, uma de cada vez.
Estabeleço, deste modo, as ligações fluídicas inerentes à presença da realidade recíproca no tempo e no espaço, estendendo-se igualmente fora destes tornos limitadores da consciência, logo se assume ao íntimo reconhecimento e à intercomunicabilidade frequencial de intensa compatibilidade. E, se, frame a frame, forma e fama, caminha, eu advirto: Gosto Disto! E bastante... e caminhava, demonstrando cabalmente as diversas romarias a efectuar afim de reconhecer e em si aportar, ao local secreto e combinado em tempos anteros, sonhos veros, co'o cavaleiro que, em trevosa floresta medonha, avança, guia fermosa donzela por entre levadas e clareiras, a atingir o clímax torreão, lá, onde se encontra, aprisionada, a consciência de viver sem arnês.
Estendo , enfim, o chapéu, piruteando e não pirata, vénia a ti, e por interposta pessoa, a tua mãe, Natureza, que tão bem a concebeu e criou, ao bendito Deus que a enviou, autêntica tentação do demónio, que me ferve as carnes e esfacela a razão, posta que foi a seus delineados pés, aprazível tanto à vista, como será, calculo, ao tacto e palato, cheirarás, doce e verde floral, como brisa do mar com toques de madeira tropical, decerto. Torneada que foste por experimentado oleiro, gentil e serena, mantendo subreptício, co'as armas de teu encanto espreitando, tímidas, ao canto do olho ou no esboço de um sorriso que deixa antever, sugestivo, o desejo latente e pulsante entre pestanejares e trejeitos insinuantes, teu caloroso ensejo, estremecedor.
Decerto querer-me-ão, de facto, aliado, senão, alado, afim de que não me perca,pois que de bom grado o faria, alheado ou nem por isso, lançado numa perdição se fim nem perdiz, atendendo aos sentidos ultra desenvolvidos que me nutrem a existência, requeridos pela demonstração da assaz vivência, de risco, de sorrisos orgíacos e olhares bacantes, de carícias lupanais e desejos de outros orfíacos carnavais, frutado odor de seda carmim, que sedento estou sem ti, enfim, do sobro aceso em noite fria de luar invernoso, que combatemos na conjugação de esforços concertados e forças conjugadas, afim de derreter os nevões que a montanha, de cíume, nos enviou para soterrar. Derretem agora ainda, essas neves, coradas pela memória e fricção de nosso amor.
Abre, de par em par, o portal esmeralda que a tua consciência foi esculpindo pelos milénios de sua evolução. Abraça a sua iniciaçção. Engarrafada, como génio arabesco, liberta e deixa entrar a Primavera, que vem bem acompanhada, com comitiva canora e floral, quente como a vida que desponta, broto que brotas, e brotando me cativas, iluminando em líquidos rasgos de brilhantismo expansivamente luminíferos rítmicamente mergiulhados na escura e densa matéria, matéria da ignorância de tudo aquilo a que a nossa consciência não se debruça no contínuo acto de criar significado, ou de o adaptar a seu uso ou objectivo, e como tal não poderá tudo conceber e abarcar, tudo demonstrar, interpretar e apaniuar, pois que é limitada e carece de uma forte universalidade.
Ondulados, esvoaçantes, os intervenientes de seu séquito maravilhoso e mágico, deveras majestoso e contagiante, de ttão esplendoroso,de tão libidinoso, num floreado automatismo psíquico luxurioso aplicado às quânticas dimensões cubistas, cubicistas ou concubinistas, concorrentes, paralelas ou confluentes, apoiados na dispersão fractal dos elementos que as compõem, nesta ampla e rendilhada vertente abstaccionista e inlaccionada, não platónica, menos sádica, talvez apenas panírica, jungiana. De qualquer maneiriso, me excluo, arrenascimentado, me embarroco e classifluo, não bacoco mas ambivalente desconstrutivista arrivado, neo, des, pós e superactivista, como a revista, como a alpista, como o reflexo do alpinista ao abarcar o horizonte e a verdade.
Sou apenas um cavaleiro azul, transvanguardando os rebanhos orfíacos e oníricos pelas clareiras do condado, pelas colinas de Lunay, epitetado de «o Alquímico Malevzauar», pessoano no seu loar, camoniano no seu Quental, galopando pelas planícies dos sonhos, lançando incursões de resgate da mais bela dama, prisioneira na mais alta torre: a Verdade, a Liberdade, a Sabedoria, todas estas nobres damas procurei e salvei, de malévolos tiranetes ou draconianos feudais, e após longos esforços, sentado, no seu proverbial recolhimento em meu conceptual colinho, desapertado o colarinho, informal e cândidamente desmistificado, igualmente desmaterializando-me, leve e desvanecente, como uma brise face aos costeiros nevoeiros de modo primitivo e integral.
Tivera eu todos os dentes, para, com eles, não direi aleivoso morder, mas terno mordiscar, apreciando, como quem diz: «Gosto, mesmo muito, disto... e daquilo, también!», adstricto a sua tremenda e relevante beleza e leveza. pelas prismáticas vistas, em virtude ou meister de, no actual lapso temporal, não poder com eles na sua total identidade, rir ou mentir, discursar ou trincar, mantendo na existência, sempre de boca fechada ou tímida, cerceando a voz e minimizando a resiliente oralidade, acumulei mais de mil, bem mais, por sinal, questões instruídas, em tantas outras posições exercitadas, num ápice relacional, versadas colunísticamente em moto próprio e local observável e consentâneo com o regular exercício da vivência ampliada por um conecimento factual.
Exoticamente ilustradas são as vozes que debitam, coreografadas cirugicamente, por maestrinas navegantes da emoção, sensacionais árias compostas para tenor, meu senhor e seu meio soprano, ou tucano, pelo cano, intenções e manipulações, ficções e teatralizações, digital e analogicamente encetadas em serões de acentuada pluviosidade astral, de efémera a consumada existência, tombando, ladeadas, sobre nosso leito ecologicamente sutentável e éticamente responsável, como quem nos invade a emória pelo lado da frente e não flanqueando assertivamente, enquanto assola e pressiona, geralmente pelo mesmo calculado ângulo, a nossa atenção intricadamente vovcaciomada para a descoberta sincera dos pontos estratégicos a desenvolver apoiados numa rede de empreendedorismo.
Minha cara, tão bem que te mudava pela casa, e decerto não a reconhecerias, quando, mais tarde, ao espelho te fitasses, plena de brilho, penetrando nesse ribeiro por sua margem arrelvada e brincando nas suas correntes mimetizando os borboleteantes remoínhos identificando seus covões, abeirado das mais belas oliveiras, fruto de semeaduras milenares e arcaicos carvalhos, desmemorizados, já, de tão provectos e antigos, displicientes os melros que saltitam pelo solo atapetado, adormecemos nos farrapos que a luz ressalta do rio, assoberbados por suas profundas caducas sombras, plácidas tardes nos fundões fluviais, horas especiais, repletos de actos nunca banais, equacionados recônditos de jardinada atmosfera repleta de segredos eleusinos, flôr do agrarismo.
O seu teor, zunindo, pejado de reflexos, lentos mas replectos, recheados de peiquenas atenções luminosas flutuando ao sabor da hidrologia, liberto de qualquerbarreira, que não a do suave fluír ribeirinho, na esteira trançada de cores palhentas, atentos ao restoalhar dos nossos corpos sobre as ervas sagradas de selvagens, ao som sussurrado do rio lambendo suave, as margens musgosas que o cercam e encaminham, como que reconheça no corredor que segue o caminho correcto para, no fim, o ojectivo final, atingir, sem se perder ou ficar sem forças ou vontade, deixando-se nesse caso, levar, até ao ponto em que da foz se levanta o apelo a receber seu corpo cansado, depois da viagem que engloba toda uma vida, manifestação que a nascente escreve, ao mar..
Bem que nessa ia, bem ,bem, seguindo, alegremente, cantando e assobiando rapsódias paradalocas na língua adamada e chilreante dos pássaros, dançando e saltapocinhando, livre pela cidade... Bom seria se me levasse, trá-la-ia também, que bela qu'enfeitas, reserva natural, de braço dado com a de negro vestido, de lua coroada, sensual sinal de que não saberá mal, sobre a esquina afável da boca, salpicando o sorriso oftálmico e hipnótico, dançando como as árvores à rajada forte, que as despe nesse tango, nesse bolero, cha cha cha lisérgico e galante que arranca e, repleto da vida que encheu seu receptáculo, a semeia e distribui, rega com seu sentimento, e abraça a sensação plena da harmonia silenciosa que mais não pede que a sua consciente presença, amar.
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