Bem que eu gosto de tecer considerações positivas em relação a diversos assuntos. Convenhamos, sou um optimista inverterado, mas tanto que me chamam lírico, acreditando piamente no substrato bondoso do Homem enquanto ser, não obstante ter poucas dúvidas de que isso não passa de propaganda enganadora.
Optimismos à parte, dão-me tantas oportunidades de falar mal de tanta coisa que começo a considerar ser afinal vítima de uma perseguição de elementos e acontecimentos ignaros, basbaques e de mau tom. Porque isto de haver cada vez mais pessoas com uma falta de chá abissal, concentrando a sua atenção nas sumidades e nulidades que se atravessam no espectro comentador político, social ou económico onde, ao abrigo de uma remuneração não parca, podemos dizer umas barbaridades, num estúdio televisivo, e as nossas vacuidades serem reproduzidas e recomentadas pelo serão fora por nulidades ainda mais vazias de senso que o primeiro, não é apenas enttretenimento, é parvoeira arreigada subindo aos píncaros da prime time televisiva, deveria ter um programa de quotas para se poder travar esse assombro, esse assalto à mente colectiva por uma equipa escolhida a dedo de gente inútil e nem sempre tão bem falante como a sua exposição ou só posição o exigiria...
Continuamente assisto a telenovelas corrompidas, de gosto dúbio, comentários comprados a qualquer reality show argentino ou peruano e vendidas como informação ao incauto cidadão que não tenha a atenção apontada ao que realmente lhe dão para assistir. Com papas e bolos se enganam os tolos.
A propósto serve este registo para contribuir para uma análise metódica do panorama político português à beira do Apocalipse (perdão: das eleições legislativas em ambiente FMIstico.)
Se a primeira tranche de partidos, os de assento no parlamento actual poucas palavras poderei partilhar, pois que considero ser já notoriamente exagerado o tempo de antena e a atenção dispensada pela classe de comunicação social, os pequenos, não só por pouco terem de humildes, mas precisamente pela lufada de ar fresco que introduzem na dita paisagem, de exercício eleitoral em exercício eleitoral, me fascinam.
PND- Ou Óscar para o filme eleitoral mais trongamongas do universo, onde se demonstra a estratégia líbia de dominação mundial, na categoria pick-ups. Considero que o cidadão ser forçado a contribuir para o pagamento de certas fantochadas é a melhor maneira de afirmar a razão de ser e existir da fracção cada vez mais expressiva de quem prefere abolir as eleições, contribuir para a abstenção entre duas cacholadas nas praias da Linha ou da Caparica e uma imperial na esplanada do que dignar-se a aparecer nestes eventos onde se reunem as ralés mais desnatadas da societé. Muito bom partido para votar se se revê nas personagens apresentadas.
Outro cavalheiro na qual a minha atenção se deteve, foi o representante do Porto do Partido do Norte e dos Açores (PNA), que vinha com umas contas saídas dos anos 80, em que se dá conta da produção do trabalho nortenho e da cigarra lisboeta, isto vindo de alguém que nunca suou na vida (ver filmes porno na net não conta, e suar sentado na poltrona com a doméstica a fazer o trabalho todo e engolir também não conta, assim como suar quando as suas contas são auditadas também não conta, personagem abjecta do esbirrismo político, que faz tensão de mostrar ao eleitor uma vasta biblioteca subjugada ao tema Salazar, incluindo pelo menos 10 diferentes biografias do senhor. Pessoa distinta, esta, populista, demagoga e exdrúxula, como se a miséria do povo do Norte, pessoas trabalhadoras, sim, até escravizadas nas fábricas que só os chineses conseguem traduzir, essa miséria do Norte onde há Ferraris estacionadas à porta de vilas deixadas à fome, após encerramentos fraudulentos das instalações fabris que sugaram o sangue intergeracional da região. Muito bom partido para votar se se revê na mediocridade rural e salazarenta que brota ainda das raízes apodrecidas das suas elites históricas, proprietários rurais ou de pequenas fábricas, tementes a Deus e exploradores do seu semelhante até às raias da desumanidade.
PAN- Ora aí está um partido que terá muito a oferecer, é pena é os canídeos e outras representações animalárias nacionais (como o Alberto João Jardim) não possam votar. O Touro votaria contra a Tourada? Só se não fosse masoquista. Compartilho com esta identidade política o seguinte registo. A Caça é desporto assim que entregarem carabinas aos coelhos. E mais digo. Se apanho alguém a caçar melros, saio em legítima defesa dos animais (considerando a resposta de valor porporcional, posso transformar o caçador em passe-vite, resultando daí uma acção de reciclagem política.) Só se deve aceitar, neste regime de caça oa voto, a caça ao corrupto, que, infelizmente, tem poucos associados. Já a Caça ao dinheiro do contribuinte, tem sempre filas de espera para tirar licença.
Assim como referi acima, esta coisa de falar mal, cansa, e as teclas já estão a realizar um plenário de trabalhadores e vão entrar em greve dentro em brev
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