domingo, 22 de maio de 2011

(Des)Acordo Dis(Ortográfico)

Informo os trauseuntes que os textos neste registo apresentados não estão de acordo com o Novo Acordo Ortográfico. Tal prende-se por motivos que passarei a indicar:

1º. Respeito muito o trabalhinho da minha professora de instrução primária e não só por a senhora usar, à altura, uma daquelas batas de Doutora que vinham ainda do anterior regime político, mas principalmente por me ter ensinado a ler e a escrever Português correcto, baseado naturalmente no Latim, no Grego, árabe, e entre outras infuências históricas bem designadas, ofertores de alma e ideários.
2º. Eu não assinei nada, ninguém mo pediu, e nem sequer a opinião me foi questionada. Logo, assim como o Contracto Social (o contracto exige uma assinatura presencial entre as partes, reconhecidas notorialmente em folha azul de 25 linhas e com selo branco. Tragam-me aqui o sr Rousseau, se conseguirem, que após leitura com atenção digo de minha justiça, não me mando representar por ninguém.
Ou seja, insurjo-me contra esta maneira democrática de tender as decisões inapropriadas, do alto das suas representações políticas e sem o mínima preocupação com os desejos, interesses ou necessidades do povo governado.
Proponho, no entanto, se o indivíduo pode expressar-se oralmente como escreve e vice-versa, que se aceite as palavras baca para o Norte do país, tchapim para as Beiras e Bôa Taardeee! no Alentejo, tendo que se pode dizer Ói!, sem entrar em publicidades e p'ra mim ver, que considero uma pérola da chafurdice linguística que nos querem impôr.

Para deitar mais água destilada na fervura imaculada, junto indico uma quantidade de termos fresquinhos, afim de ambientar os cidadãos a novas terminologias com as quais precisaremos cada vez mais de uma ambientação relativa, reflexiva e prudente, apresentando inicialmente o termo estrangeirado, logo, sugiro a tradução adequada à Língua de Camões, que, como toda a gente sabe, é muito boa em molho de amoras, afirmado isto por uma das habitantes da Ilha dos Amores, com quem o poeta terá privado, consta, em noites de forróbodó e Bunga-Bunga.

SCANNER- vulgo SACANA.(Compreende-se o termo utilizado aquele que já tenha sido fulminado pelos olhos por uma linha de laser's escarlate. Objecto próprio a quem vai ao Hipermercado ou a qualquer estabelecimento comercial moderno, ou ainda, aeroporto(no outro dia, passando por um destes, o segurança chamou-me à parte e disse: «Aconselho-o a reduzir o tabaco e fazer xixi antes de embarcar. O seu pequeno almoço foi uma torrada e uma meia de leite e os seus ossos estão saudáveis.»

CHIP_ vulgo BATATA FRITA- Esta coisa importada de dizer que é fixe com batata frita, e qual é o peixe, afinal, pergunto eu? Isto de comer elementos microelectrónicos é provável que seja indigesto, eu não aconselho, mas, vá, sendo gourmet, por vezes asATM não digerem bem os fritos e teremos de passar a banda gástrico-magnética...

INTERNET- vulgo REDE. Quem não pesca com rede, tenta à linha, e se a linha do telefone estiver ocupada, podemos sempre tentar o móvel, o tira linhas ou a linha azul do metropolitano, que também se esparsa em rédea pouco curta. Não tem Bateria? Toca com Baixo... ou flauta de bisel, desde que o ritmo do consumo não abrande, a sociedade não respinga.

GOOGLE- vulgo CUSCO. Quando quiser saber alguma coisa sobre alguma coisa (ou alguém), não há nada como cuscovilhar na rede, com o motor de busca preferido dos internautas (outro termo, para quem navega de interRail e descobre as ásias Ocidentais). Pode também cuscar no BINGO, motor de busca do senhor A Conta (ou Lei) dos Portões, é mais apelativo visualmente e agradável se, ao pesquisar, degustar um Porto ou um Madeira.

Não perca, brevemente, tiradas da cartola e fora da box, outras maneiras de se mencionar algo, falando de outra coisa completamente diferente

Sem comentários:

Enviar um comentário