terça-feira, 31 de maio de 2011

Cabaz Político

Estive a pensar nas coisas que poderão fazer falta aos contendedores eleitorais e aqui transcrevo, em breve resumo, à laia de lista de compras, aquilo que, de facto, os candidatos necessitarão quer ganhem ou percam esta já tão próxima data decisiva.

Antes de tudo o mais irei oferecer ao vencedor uma palhinha, de côr conivente com a individualidade cromática de cada um dos partidos com assento parlamentar (rosa, vermelha, laranja ou azul e amarela). Para quê? Perguntarão vós...: Para que nos suguem sim, mas devegarinho. Porque, suponhamos que se engasgam.... sim, engasgam-se com a sorvidão do poder e morrem-se-me, diluídos no próprio vómito e verborreia similar, teríamos de voltar a fazer campanha (e com o teor medíocre que a presente está a ter, poupem os nossos bolsos a tanta vergonha, por favor, e sejam comedidos a vampirizar-nos, OK?)

Adiantado o brinde do vencedor, de seguida enunciarei as restantes ofertas, todas inferiores ao valor determinado pela Lei a partir do qual se considera prémio à corrupção, que algumas pessoas conhecerão como o termo de Bónus sobre o desempenho. Eu, que sou um indivíduo limpinho, não me posso misturar com certas sumidades públicas com o inconveniente de «o podre é podre nos homens normais, está a tentar dar cabo de mim...»

José Sócrates, que não queres que te saibam o último nome e esse sempre te empresta uma aura de génio que faz sombra a muito pensador, pena que tu, em si, não. Um belo e rosa par de patins é o brinde que tantos te querem dar, imagina lá para quê, hã? Tens quilómetros e quilómetros de autoestrada para ires de jogging daqui para fora e as rodas são para chegares mais rápido ao ponto mais longínquo que alcances, partindo daqui. Como bónus, um livrinho de discursos, que isto de andar a correr o país em almoços e jantares e dizer sempre as mesmas coisas às pessoas (que ouvirem isso mesmo, ainda ontem, entre duas garfadas de Dobrada, no canal televisivo de sua eleição).

Pedro Passos Coelho: Ora aí está outro que, pelo nome, podia correr com o indivíduo acima citado, sai novo par de patins para a mesa três. A este senhor também lhe posso dar (com) uma enxada, perdão... uma enxada mas, tem toda a pinta de não saber bem por que lado é que se lhe pega, ai que faz calo...ser senhor que tout va bien quand tout va bien, e se a coisa dá para o torto, cedo pode estar num cargo diplomático na Comissão Europeia, nem que seja como Secretário Geral para o apoio aos troca-tintas e àqueles que, como eu, têm sempre qualquer coisa a dizer, mesmo que não seja nada decente. Até porque conseguiu dar o kick de abertura a dois movimentos «sociais» entre muitas aspas, que entre verborreias fascizantes e balelas institucionais, mais valia irem mergulhar de cabeça na praia de Pedrouços na maré baixa.
Denota-se aqui o consumo exagerado de postas de pescada, com cagança e sem verguenza.

Paulo Portas, bem sei que a conversa dos submarinos já cansa (eu sempre preferi Tangos, que eram mais doces), mas foste tu que os pediste e o da primeira alínea, imagine-se, diz que foi ele que os pagou (era, era, com o nosso financiamento...), como bem o desdisse na altura certa: «Foi o povo português», e não é que foi mesmo? Alugava-te 1m quadrado no Relógio e punha-te em lista de espera para o RSI, para ver como é que o amigo comprava aqueles fatinhos janotas e conseguia andar assim bem branqueado bucalmente e exibindo um bronzeado com valor acrescentado, feito em algum offshore. Essa é que era essa.

Agora para quem fica sempre fora da festa:
O Jerónimo uma boina, um megafone e uma guitarra para que vejam nele o Homem da Luta que é. Há que fazer um ligeiro upgrade discursal, que já é tempo de se ouvirmos outras equações.
Ao Francisco Louçã dava-lhe um conjunto de mesa para que possa partir a loiça toda, como os gregos, afinal, porque, coitado, veio parar a um país que a gente esvazia os bolsos para que não tenham muito trabalho a roubar-nos. E isto para quem luta por uma revolução, é muito mais difícil.

Caso algum dos mencionados recusar o presente, não podemos deixar, até porque eles também nos dão coisas inúteis ou merdas sem qualquer jeito e nunca somos tidos nem achados no meio de tudo isso... a não ser quando chega a hora de pagar a conta

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