Um orçamento de guerra
espalha fome pela terra.
Castiga quem trabalha,
essa canalha.
Doente, desempregado, reformado,
também podes ser roubado.
Só ao rico,
ninguém lhe fecha o bico.
Estás agora a ver a verdade?
roubam e vendem-te a liberdade.
por detrás da democracia,
outro fascismo se escondia.
Cortar na despesa?
Agora não, que a tenho tesa.
Vamos antes à receita,
essa mama que nos aleita.
Ano após ano se repete,
andares algemado, de barrete,
vota, vota, em quem promete,
ouvir-te à ponta do cacetete.
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