sábado, 26 de janeiro de 2013

By da way-i


Não nos podemos esquecer...

 
Vivemos num Universo cuja idade não conseguimos calcular, de uma grandeza que não podemos abarcar, rodeados por estrelas a distâncias que não conseguimos determinar com precisão, preenchidos por matéria que não sabemos identificar, e a funcionar em conformidade com leis da Física cujas propriedades não entendemos verdadeiramente, passageiros de um planeta que temos imensa dificuldade em estudar, coberto por Oceanos que não conseguimos desocultar, à superfície rochosa que não podemos penetrar, imersos numa atmosfera que alteramos sem saber.

E no meio disto tudo, afirmamo-nos como seres inteligentes, já que nos colocámos a nós mesmos estas questões sem no entanto termos as chaves correctas que confirmem, desmintam ou acrescentem mais que teorias e teorias não são mais que sonhos esculpidos com laivos de razão e falta dela, rabiscados em cadernos indecifráveis cujas capas, negras e duras, protegem o seu conteúdo de outros sonhos e teorias que outras mentes iluminadas pela curiosidade poderão imaginar,fomentar, germinar, cimentar e aplicar, embora pouco em nós se tenha alterado desde o tempo em que, livres, corríamos o Mundo sem noção de propriedade ou necessidade mais imperiosa que ir andando, correndo, vivendo e sonhando sob o manto das estrelas desconhecidas.

Sabes, gosto de me expressar por escrito, dada a maior amplitude na ambivalência das palavras, as quais, sem locuções exageradas ou tons cromáticos, mas apenas a silenciosa voz do pensamento e as injunções oníricas da leitura. Por vezes, apenas nos restam as palavras, soltas no vento ou atracadas a páginas outrora brancas e puras, escrevinhadas e rasuradas, pensadas ou sonhadas lentamente no calor dos dias.

O excerto que apresento, como te disse, afigura-se-me incompleto e, confesso, insatisfatório, a necessitar de uma revisão a fazer quando me debruçar sobre a sua totalidade, pois, incompleto, não me surgiriam mais que aleatórias modificações sem grande cálculo ou mote. Embora eu não seja muito a favor de revisões, por preferir a nua impressão indelével do momento em que escrevo sobre a fria análise posterior, pejada de conceitos e preconceitos vários e muitas vezes imberbes, logo se verá...Acima de tudo, mandando-me passear (tentando não mirrar a tua paciência) à laia de quem vai discorrendo mais uns de quando em vez, a pachorra de leres isto tudo até exactamente aqui

Boas noites

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