sábado, 26 de janeiro de 2013

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EMENTA ALTERNATIVA
Temos toc! Temos toc! Toc! Toc!
 Arroz xau ciao com ventoinhas azuis e salsaparrilha, dois ases e uma manilha, duas voluptuosas colunas elípticas de chantilly pontilhadas com chocolate picado de mosquito dengoso. Airoso, filete de basalto em polme bem saboroso. Um presunto serrano, um queijo rançoso, manteiga de iaque à janela, já idosa, Um balcão de mármore, quatro mesas desengonçadas, cinzeiro de chão. Um bigode pastoso se ouve no salão.
 Pepinos às rodelas com banho de orégãos, em salada  d’Excel salteada, com botas da tropa bem cardadas, assadas com molho almiscarado e pitadas de noz moscada, acompanhado com cabos de fibra óptica e estilhaços de mina anti- pessoal. Vinho tinto à discrição.
Grão desmistificado e integral, com folha e tudo, fava rica gratinada sobre geleia de abóbora, sobre cama de cenoura ralada três vezes três fatias de chouriço corrente guisado com batatas suavemente douradas na grelha. Benzido como uma relíquia do osso da ponta da falanginha do profeta do miocárdio da Terra Santa. Quer almoçar, ou também janta?
Brócolos e couve Flôr escalfados ambos com bancos de jardim pintados de fresco, azuis verdes e vermelhos, brancos e alguns de uma tonalidade que mais vale nem nomear, tiras de bacon, perna extra e afim, pós de excelso Querubim ou Serafim, caroços de pêssego marinados, molho de leite de burra e mostarda, que é teimosa e parda, envolvido em suaves folhas de gelatina de doce de gila de um quintal em Marvila. A conta da luz não sei onde a pus, a conta do gás anda para a frente e para trás, a prestação da casa é que nos arrasa, em coro repetido, na borda do prato vai comendo o rato. Também morcego se passa por pato.
Pão de centeio, escuro como terra, barrado com granito britado e alface frisada. Atum, não me digas, com ananás em sopa de tomate cereja, salsichas frescas de sabe Deus. Acepipes e arrufos, salamaleques de Outono, birras de meia-noite e azeitona. Bem da cor da tua mona!
Paus de baunilha depreciada, pipocas avalizadas, analisadas e standartizadas, bem arrumadas, gelados com topping de elementos mecanizados, rodas dentadas temporizadas, chocolate preto, não! Negro como a noite e grãos de café, casca de limão, varanda açucarada e cerejas à caçador com ovo a cavalo pela porta aberta, resfolegando copiosamente.
Queijinho fresco, de soja, bien sûr, grande mamífero, preparado com pataniscas de componentes informáticos desactualizados, discos rígidos obsoletos em hecatombe pluricelular de cagabytes cozidos a lenha, queijo de arroz das belas tetas, regado com molho de caju e engrenagens, acompanhado de miragens. Boas aterragens.
Soluços modernos e tornedós secretos, suspiros de milho geneticamente modificado a rodos e arrotos a cerveja de malte, estúpido, lúpulo. De reserva previamente assinalada em GPS. Gestão de cubo de gelo a derreter no whisky. Guardanapo de roseira brava. Vá à fava!
Arrepiados de ovos moles, rancho filarmónico, cozido à camponesa, feijoada de cansaço. Solha e lula, só com factura. Dourada, coitada, para o carapau foi sempre mau! Espadarte, é d’arte, mas encontra-se esgotado. Sente-se um pouco, eu canto-lhe um Fado. Com gelo.
Ovo de avestruz estrelado ou mexido, ou cozido, mesmo assado, é sempre grande, em tortilha. Coitada da avestruz, um bípede valoroso. Jantes especiais panadas e risotto de parafusos com porcas alimentadas a bolotta, almôndegas de anilhas, pandilhas, temperado com um pouco de óleo para moto serra, bem light… está na berra, carnitina, taurina e um fósforo LED, polvilhado com queijo parmesão á trapalhão, de bigode ridículo e redobrado, nas ventas encastrado.
Papagaio patinador, meio bovino, meio cavalo, ¼ de besta e uma boa camada de boa vontade, para dar peso, um labirinto de asas de borboleta, joelhos de urso, pele de camelo, servido em prato de pedra da lua, a minha e a tua, enlatada e hidrofilizada, sugada, insuflada, uma valente banhada e uma carrego de fome. A pena de uma águia xamânicamente transportada, descendo uma trepadeira, nos cumes das nuvens, nas árvores nebulosas do Sul. Travessa de binóculos sem presunção, pastel de lama de trincheira e dois tiros de salva, porque o rei manda, e toca a banda. Banda não incluída, talvez mais tarde, outra batida.
Dioptrias escaladas em girassol flan. Rabecas laminadas e caramelizadas em carrossel d’elefantíases morais sazonais. Tártaro de berbequim, chouriço de berbigão radiactivo, um arbusto proactivo, bucho minado, vitupério estrelado. Às vezes há baratas. Acompanham bem com caracol. Uma cervejita e cai que é mole. Para quem não tem papas na língua, míngua.
Pombo-correio no churrasco, privatizado, regado com molho de natas de golfinho, puré de castanhas de manhas tamanhas e jeans rasgados e desbotados, num frappé prateado, de fino design nórdico, com três pitadas de lenta menta flutuantes, enfunadas como velas, caravelas acesas num mar de espinafres assarapantados com o custo de vida. Carapaus de corrida.
Cogumelos levemente salteados em brandy e vinho verde fresquinho, cuidado com o caminho, olhos de peixe em mayonaise de resina de coqueiro, falta de pinheiro, e já os povos da serra nos tinham ensinado que para comer a pedra é necessário bem a moer, folhas de eucalipto importado, com iogurte de rinoceronte. Água da fonte. Ou será mijo de rinoceronte?
Três cravos brancos e cinco lírios dourados em flambé. Farófias distendidas sobre a realidade nua sobre toucinho-do-céu, sarapatel a martelo. Encruzilhadas de rabanadas desabotoadas, doce de ovos de dinossauro morfológico, robotizado, em ponto rebuçado. Nano-partículas opalinas debruadas a alvo linho, soca de sola de carvalho e, de cartas, um baralho. Sueca ao sol não é coisa que descole, numa redução de Verão, bom serão.
Sobremesas àparte, cadeiras estufadas com mel exótico, flores flagrantes em sopé melancólico, vinagrete low-cost com salsa, swing e gloss. Três cambalhotas no Orçamento, uma Fossa Abissal, Galinha do Inferno no quintal, a ponta de um corno redondo dum carneiro. Finaliza com uma aromática escotilha emperrada de sumarento submersível, Charroco manhoso, bicho lodoso, taínha dos esgotos do Porto se não te matou deixou-te torto, morcão, perro tinhoso, que só se pára de trinchar o porco quando arrotarmos pelo PIB. Au pont.
Tudo colocado à sua disposição, apenas com um senão, também há sandes de crocodilo, mas acabou-se-nos o pão. O que vai ser então?


- Ah! Então, quero só um bitoque!

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