Em sonho, percorro mapas mentais,
Atinjo pontos desconhecidos em
coordenadas inusitadas
Horizontes rasgados ante a indeterminação
Do ser, existir lateralmente à realidade
comum.
Traço paralelas, sectantes e tangentes
que trespassam os céus
Oriento premissas no plano envolvente e
desenho na nova terra
À esquadria, sobre a quadratura do
círculo oblongada
E o que se me revela é a realidade em
ligeiro declive,
Como um reflexo tortuoso da consciência.
No silêncio, as palavras pilham as
palavras ao respirar
Invadem as escuras salas inconscientes do
córtex.
No Vazio, tudo é cheio de uma invisível
substância, matéria e essência
Que escorre, como seiva, do alto do
firmamento estrelado.
És capaz de ver o Sol como Pai e senhor, ou
apenas o vês como astro?
Um entre muitos e não como teu. Vê-lo
realmente ou abstrais-te dele?
Quando, no pulsar da terra as marés nos
alcançam
E nos presenteiam com recordações do
momento inicial
Apenas vês o Acaso, a sua lei? Mais nada
a não ser acidentes?
Olha para a Vida... Observa-a e o que
nela será planeado e com cuidado
O que nela é causal e não casual... ora,
quem és tu?
Um ser consciente numa evolução cósmica
Ou um animal que se pôs em pé e tropeçou
no fogo... mas que sorte.
Não será a vida criteriosa, ou tudo se
explicará por realidades abortadas?
Se todos nós descendemos de deslizes,
para quê, então, a Ciência?
2+2 serão 4 ou são por engano?
Pois nada é definido pelo acaso.

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