terça-feira, 29 de janeiro de 2013

Rumo



                                                                 


Em sonho, percorro mapas mentais,


Atinjo pontos desconhecidos em coordenadas inusitadas

Horizontes rasgados ante a indeterminação

Do ser, existir lateralmente à realidade comum.

Traço paralelas, sectantes e tangentes que trespassam os céus

Oriento premissas no plano envolvente e desenho na nova terra

À esquadria, sobre a quadratura do círculo oblongada

E o que se me revela é a realidade em ligeiro declive,

Como um reflexo tortuoso da consciência.

 

No silêncio, as palavras pilham as palavras ao respirar

Invadem as escuras salas inconscientes do córtex.

No Vazio, tudo é cheio de uma invisível substância, matéria e essência

Que escorre, como seiva, do alto do firmamento estrelado.

És capaz de ver o Sol como Pai e senhor, ou apenas o vês como astro?

Um entre muitos e não como teu. Vê-lo realmente ou abstrais-te dele?

 

Quando, no pulsar da terra as marés nos alcançam

E nos presenteiam com recordações do momento inicial

Apenas vês o Acaso, a sua lei? Mais nada a não ser acidentes?

Olha para a Vida... Observa-a e o que nela será planeado e com cuidado

O que nela é causal e não casual... ora, quem és tu?

Um ser consciente numa evolução cósmica

Ou um animal que se pôs em pé e tropeçou no fogo... mas que sorte.

Não será a vida criteriosa, ou tudo se explicará por realidades abortadas?

Se todos nós descendemos de deslizes, para quê, então, a Ciência?

2+2 serão 4 ou são por engano?

Pois nada é definido pelo acaso.

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