Insana,
A raíz truncada e amorfaexpele seiva doirada.
Por vezes escura...
Por outras, alva.
Como ânsia ufana
que em seu cerne absorva
a essência alada
que de si ressalva
na terra húmida, perfumada.
Porosa e maleável,
seus laníferos capilares
perscrutando a terra solta.
Seu solo agradável
procurando novos mares.a flor afrodisíaca
azulinada pela aurora manhã.
Rio de cheiro doce, canção minha.
percorre seu sonho no delta
Ser a majestade onírica,
que, em seu afãO universo em redor desalinha
No cálice deposito o sangue
O perfume ébrio das floresO suave esvoaçar do vento
Deixo, de resto, apenas um seixo
Aí, por um caminho
encriptadas nas avenidas.
Quintessências reticulares
expandindo-se em onda rítmica.
ondulando com seus tentáculos,
suaves como donzelas dançando com a brisa
Salgada e espumosa da trindade oceânica
Na roda, dura, o barro faz e se desfaz
Sol, chuva e nevoeiro, do atrito...
Até se desvanecer, grão de areia,
molhada, acordado de novo
No seu respirar incolor, inodor.
Num remate perfeito e audaz
na teia meticulosamente tecidaA gota de luz líquida refulge
Vislumbra-se a ausência de sombra do sol
A teia, reticulada, gentil, rebrilha
Como enxame estelar que chama à exploração
Orvalhada, goticular, prismática.
E como o tempo se expande
embalando uma salamandra
em seu tranquilo humidificar.
Que, enchendo seus poros vazios
Do maná que, húmida, a noite oferece
Procura também a plenitude

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