sábado, 26 de janeiro de 2013

E, no entanto, move-se


IMÓVEL!

 

 

No vácuo absorto,

cru e fixo,

nodal e visível,

o cerne oculto

dá início

ao princípio.

 

 

Que o medo não te impeça

Pois o prémio será mais belo

Que o calafrio que por ora sentes.

 

 

!Cala-o!

na hora marcada

pois o terno beijo

que ensaias hoje

será quente abraço

sua foz merecida.

 

 

É no segredo

Que os deuses guardam

Os corpos unos na carne

As almas despidas na Luz

Todos os fogos e polos.

 

 

Se deleitam na primeva conjunção

Os corpos, para si criados,

Em meticuloso movimento

Se lançam no Infinito

Como estrelas peregrinas

Semeando planetas

Fundidas, em apoteose

Sobre o caos ciente.

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