De facto, rocambolesco,
já parcos se recordavam...Fora vento, fora tempo,
fora maré invejosa,
que varreu o jardim da terra
para esvaziar o mar
E trinava, gozão, o tentilhão,
e tremiam os prédiosem seus alicerces...
E soava um ribombar.
Surdo, não mudo.
Seco, forte, troar assustado.
Que pendurava a morte,
em estendais, pingando,às janelas rendilhadas.
E labaredas lambiam edifícios,
esecavam, nos parques, as fontes.Benzia-se o povo descrente,
desabituado de temer.
Choravam, mendigos,
pela salvação, imploravam,carregando suas âncoras pesadas
que não conseguiam suportar
Leva-te a ti e parte!
Este pedaço de terra afundar-se-ápara dar testemunho
se sua semente.

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